Um policial militar está entre suspeitos presos na manhã desta sexta-feira (19) em uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba que acontece em vários bairros de João Pessoa e em cidades do Ceará. A operação Playboy mira uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas. Os suspeitos seriam especializados em produzir maconha de alto valor para vendas em festas realizadas na cidade.
Sete mandados de prisão estão sendo cumpridos, além de 15 ordem judiciais de busca e apreensão. Dois sete mandados de prisão, seis já foram cumpridos. No Ceará estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
O policial militar preso é de Pernambuco e mora em João Pessoa. Além dele, também estão entre os detidos seguranças de casas noturnas e uma estudante da UFPB. Segundo a Polícia Civil, um outro policial militar da Paraíba é investigado por participar da organização criminosa e um agente da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) também foi alvo da operação.
A operação policial conta com a coordenação conjunta da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil da Paraíba.
Segundo o delegado Victor Melo, da Polícia Civil paraibana, a maconha era comercializada em baladas realizadas em casas de shows, eventos particulares, bares e festas de música eletrônica. Há a suspeita também de que parte da droga era vendida dentro da Universidade Federal da Paraíba.
As investigações começaram depois que um traficante de drogas foi preso. Com a prisão, a polícia descobriu que ele tinha forte atuação em festas nortunas realizadas na capital.
A polícia localizou também, além das prisões, uma plantação de maconha, com equipamentos que funcionavam como uma estufa para o cultivo, drogas e uma arma, que foram apreendidas.
Todos os presos e o material apreendido está sendo encaminhados para a cidade da Polícia Civil, no Geisel.
Nota da Semob
Em nota encaminhada ao ParlamentoPB, a SemobJP disse que não tem informações de nenhum agente de mobilidade detido ou envolvido na operação. Disse que a direção da autarquia entrará em contato com as autoridades policiais para averiguar oficialmente as notícias veiculadas na imprensa; que a instituição não tem relação com atos praticados na vida particular de qualquer servidor/comissionado/prestador de serviço, fora do ambiente de trabalho. Além de repudiar qualquer atividade ilícita, a Semob disse que irá contribuir com o que se fizer necessário e parabeniza investigações que combatam a criminalidade na cidade.
Imagem: TV Cabo Branco/Reprodução