Passe Estudantil: de R$ 1,90 para R$ 2,00

Não há órgãos mais exigidos a dar explicações sobre alteração de preços tarifários do que os do setor de transporte coletivo urbano. Aqui… e alhures! Tudo, no contexto da economia, eleva seus preços. E quase  não se reclama. Mas, quando o reajuste do preço é na tarifa do “busão”, logo se levantam vozes, especialmente por parte  do segmento estudantil, cujo valor tarifário  é apenas metade do preço, ou seja, tem 50% de desconto. Essas vozes, em suas manifestações, reclamam do preço da passagem em seu valor integral, como se o pagassem, não esclarecendo que pagam só 50% e que também por isso os outros pagantes pagam mais. Nessas reclamações, incorretamente, chegam a dizer que “não houve aumento nem no preço do diesel para justificar esse reajuste na passagem”. Pior: apontam uma passagem que só uns 10% dos passageiros optam por pagá-la, que é a em dinheiro (R$ 4,15), quando o valor preponderante é de R$ 4,00, sobre o qual o estudante tem 50% de desconto.

Pois, bem! Vou reproduzir, a seguir, “ipsis litteris”, uma informação contida em uma notícia veiculada em 30 de dezembro próximo passado no Portal G1: – “Já o óleo diesel teve alta de 8,69% no ano, passando de uma média de R$ 3,451 para R$ 3,751”. Como se percebe, esta informação estava em um contexto sobre os aumentos no preço dos combustíveis no ano de 2019.

Nem cabe lembrar que a carne bovina subiu de preço, em 2019, em mais de 30%, e que, em vez de manifestações reclamantes, o que mais se divulgou foram as explicações econômicas de suas causas. Para o reajuste tarifários dos “busões”,  não  se quer ouvir nem ler nem assistir justificativas a respeito e até se omite que o diesel, que tanto pesa nos custos operacionais do setor, tenha subido de preço, em 2019, em quase 9%.

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