Pai de advogado morto pela polícia de Sergipe cobra Justiça: “Geffeson era exemplar”

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“Meu filho era querido, nunca se envolveu em nenhum tipo de briga, desavença. Só tinha amizade. Estava vindo de João Pessoa para me dar apoio, por conta da Covid, filho exemplar, nunca me deu trabalho em nada, um cidadão trabalhador, muito inteligente”.

O depoimento emocionado é do pai do advogado e empresário Gefferson Moura, de 32 anos, morto na noite de terça-feira (16) por policiais de Sergipe durante uma operação suspeita realizada no sertão da Paraíba, sem participação ou conhecimento de policiais paraibanos.

Para seu Geraldo, que revelou ser um policial com 30 anos de experiência, Gefferson foi “executado sem nenhuma possibilidade de defesa. Foi assassinado sumariamente por 7 disparos”.

Ele contestou também a versão de policiais sergipanos de que Gefferson teria reagido ao ser abordado durante ação. “Não houve reação, não é da índole dele”, declarou.

Seu Geraldo ainda contestou o modo de agir da polícia sergipana: “Eles deveriam usar de meios moderados, fazer negociação, conversar, tentar resolver os problemas da melhor forma possível, e não sair matando o povo”.

O pai do empresário foi enfático ao declarar que as autoridades não podem deixar o crime impune. “Foi imperícia e imprudência e isso tem que ser esclarecido. As autoridades não podem deixar um caso desse impune”, afirmou, em depoimento exibido na Rádio Arapuan.

Sobre as informações dadas pelos policiais de que Geffeson estaria armado, ele disse não ter conhecimento que ele tinha uma arma. “E mesmo que tivesse, não é porque viram uma arma dentro do carro do rapaz, (que deveriam) assassinar sumariamente com sete tiros o rapaz sentado dentro do carro! Não existe isso”, declarou.

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