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Padre critica corrupção em Cabedelo e faz acusações a Vitor Hugo; defesa emite nota

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O Padre Norberto, presidente da Associação Cabedelense para a Cidadania (ACICA), criticou o escândalo de corrupção em Cabedelo, que culminou na prisão do prefeito, vice-prefeito, presidente da Câmara Municipal e outros vereadores e funcionários públicos, na Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal na Paraíba. Ele ainda fez acusações e críticas ao prefeito interino, Vitor Hugo.

“Estamos vivendo os piores tempos de corrupção aqui em Cabedelo. São mais de trinta milhões de reais desviados por pessoas que estão presas e outras que continuam soltas. Depois de tantas denúncias, continuamos sendo desrespeitados e governados pelo vereador Vitor Hugo, que foi pego também pela Polícia Federal com envelope suspeito passando para outras pessoas”, disse o Padre Norberto.

Ele ainda apontou outras práticas ao interino. “E continua corrompendo a administração pública, distribuindo emprego, empregando parentes próximos, etc. Precisamos passar a limpo a história de Cabedelo e o povo é quem vai decidir isso nas ruas e com movimentos populares. Só assim, a gente pode gritar essa liberdade bem alto.”

Defesa de Leto Viana e Jacqueline Monteiro emite nota sobre matéria do jornal Correio da Paraíba desta terça-feira (1º)

A defesa do prefeito preso de Cabedelo, Leto Viana, e da primeira-dama e vereadora Jacqueline Monteiro, emitiu uma nota sobre a matéria do jornal Correio da Paraíba, a qual diz que a Polícia Federal revelou que o gestor usava “laranjas” para desviar dinheiro da prefeitura. De acordo com o comunicado, as acusações são “dissociadas da realidade” e que não há prova material.

A nota ainda diz que a investigação é baseada em uma série de hipóteses que tentam acabar com a vida pública de várias pessoas.

Veja na íntegra.

Foi publicada, na data de hoje, matéria de capa em jornal de grande circulação local, destacando um relatório da Polícia Federal acerca da “Operação Xeque-mate”, no âmbito da Prefeitura Municipal de Cabedelo.

Sobre isso, a defesa do Prefeito Leto Viana vem esclarecer que as imputações apresentadas até agora contra ele e sua esposa Jaqueline Viana são completamente dissociadas da realidade. Não há – e nem poderia haver – qualquer prova material que as corrobore.

Trata-se de uma série de ilações que tenta acabar com a vida pública de várias pessoas sem sequer ouvi-las. Primeiro, jogam as acusações na grande mídia para depois tentar procurar construir provas.

Chega-se ao cúmulo de pegar uma relação impressa de Secretários Municipais e afirmar que todos eles seriam “laranjas” simplesmente por constarem numa lista de nomes com uma indicação de “OK”, como se não fossem profissionais honrados, que trabalhavam diariamente pelo povo de Cabedelo, e que passaram décadas construindo suas reputações. Tal atitude, colocando todos numa vala comum, demonstra o grau de cuidado das acusações.

Foi também apontada de forma irresponsável mais de uma dezena de terrenos e casas como sendo de Leto Viana (simplesmente porque o delator Lucas Santino assim afirmou), quando na verdade este jamais teve qualquer relação com tais bens. Caso se mantenha esta acusação esdrúxula, a população está autorizada pelo Prefeito a ocupá-los, com o aval daqueles que assim os atribuíram.

Na certeza de que não há qualquer irregularidade na Prefeitura, a investigação parte para uma completa confusão, como se o Prefeito tivesse ingerência sobre os assessores dos Vereadores e da Câmara ou recebesse valores destes – mais uma vez seu qualquer prova.

A dúvida que fica é como acreditar cegamente nas palavras de um delator que não apresentou prova de absolutamente nada e foi regiamente perdoado pelos crimes cometidos à frente da Câmara de Cabedelo, onde, segundo apurado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, ele desviou mais de 8 milhões de reais, sendo, por exemplo, quase 300 mil reais depositados diretamente na conta de sua mãe a partir de cheques de um fornecedor fictício – sendo tal delação fruto de uma clara retaliação, com a imputação de fatos fantasiosos contra aqueles que se recusaram a acobertar tais situações e uma vingança por ter perdido nas urnas, na soberania do voto popular.

O desespero da acusação é tamanho que se chegou a afirmar que teriam sido apreendidos cheques de servidores na residência de Leto e Jaqueline Viana, quando na verdade foram FOTOCÓPIAS de apenas meia dúzia de cheques datados do ano de 2015, não havendo uma única prova de que o casal jamais tenha recebido um real destes ou de outros, ou que tenham recebido algo que não fosse proveniente das suas atividades como servidores públicos há mais de uma década e tal qual declarado junto à Receita Federal do Brasil.

Por fim, a última indagação que resta é qual o motivo de terem sido escolhidos a dedo os agentes públicos que viriam a ser presos e afastados, e com isso beneficiar diretamente o delator, que teve sua sogra premiada com uma vaga na Câmara de Vereadores por ser suplente? Ademais, a investigação existente deveria atingir todos, tanto oposição quanto situação – e não é isso que está se vendo.

O fato que fica, mesmo diante de toda a pirotecnia criada, com tantas prisões e dezenas de afastamentos e buscas e apreensões, após uma operação cinematográfica, é que absolutamente nada foi encontrado contra o Prefeito Leto Viana a fim de comprovar o que alegam seus opositores.

Graças a Deus, vivemos num Estado Democrático de Direito, já tendo sido ultrapassada a Idade Média, quando tínhamos primeiro a forca e depois o processo. Não vivemos mais nesses tempos sombrios. Ainda não há sequer denúncia apresentada, tampouco recebida, somente após o que pode ser deflagrado o início de um processo judicial criminal.

O relatório da Polícia Federal trata de uma fase ainda inquisitorial e sem o contraditório, devendo ser objeto de oportuna defesa de todos perante o Poder Judiciário após uma denúncia formal, quando os Magistrados oportunizarão às partes direitos iguais de manifestação e produção de prova, para ao final julgar conforme as Leis do país e a Constituição Federal.

João Pessoa, 1 de maio de 2018.

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