Onda de assaltos e aumento da violência serão discutidos no Brejo

A onda de assaltos e o aumento da violência nos municípios do Brejo serão debatidos em uma audiência pública promovida pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com a Câmara Municipal de Bananeiras, nesta quarta-feira, 23, às 14 horas, no Bananeiras Clube, no centro da cidade.

Além da prefeita e de vereadores de Bananeiras, também deverão participar da audiência o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, os prefeitos dos municípios de Dona Inês e Borborema, o secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Gustavo Gominho, o comandante da Polícia Militar da região, representantes do MPPB e outras autoridades.

Segundo o promotor de Justiça Onéssimo César Cruz, que atua nos três municípios do Brejo, não se sabe ainda se os crimes praticados na região têm como autores integrantes de uma mesma quadrilha ou se são fatos isolados. “Desconfiamos que o que está por trás desses crimes é o tráfico de drogas”, informou.

Respostas imediatas – O principal objetivo da audiência pública é discutir a falta de segurança pública na região e dar respostas imediatas para solucionar o problema da criminalidade e da violência. “Existem vários problemas como a falta de estrutura nas delegacias, a falta de efetivo policial e de policiamento ostensivo. Queremos, com essa audiência, sanar essas falhas na segurança pública e, de imediato, aumentar o efetivo policial daqui”, informou Onéssimo Cruz.

O promotor também disse que a delegacia construída em Bananeiras ainda não foi inaugurada e que dos 11 policiais militares que deveriam fazer o policiamento ostensivo no município, apenas dois trabalham na Cadeia Pública da cidade.

A situação ainda é mais grave na zona rural. Moradores de vários sítios foram obrigados a abandonar suas propriedades para morar na cidade. “Mesmo assim, o que temos visto é a migração da violência para a cidade. No final de agosto, um senhor de 88 anos de idade foi assaltado no Centro de Bananeiras. Levaram tudo dele, só o deixaram de cuecas. Ele ficou tão abalado emocionalmente que precisou ser hospitalizado. Em outro caso, uma pessoa foi assassinada com arma de fogo. Também houve um assalto em uma escola particular. Os bandidos apontaram armas para as cabeças dos professores. A Casa Lotérica da cidade também foi assaltada. O clima na região é de insegurança total e a população tem medo dessa violência”, explicou.

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