Pastor Estevam

Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. Pscicólogo clínico, escritor, conferencista motivacional. Casado com Dra Aurelineide, e pai de Thayse e André.


O que realmente importa

A cultura contemporânea está impregnada da lógica da grandeza, do apelo à ostentação, do culto à aparência. Essa lógica influencia tanto o nosso modo de conceber a vida, como o significado que atribuímos à ideia de sucesso e felicidade. Um exemplo dessa verdade é o crescente uso na mídia de expressões como: super, hiper e mega. Constantemente somos bombardeados por apelos do tipo: “seja um super pai”, “tenha uma hiper felicidade”, “realize um mega sonho”.

Por conta desse pensamento dominante, o valor das pequenas coisas vai sendo esquecido. Pequenas ações e iniciativas começam a perder espaço e importância no mundo da grandeza. Contudo, são justamente elas que embelezam e enriquecem o nosso cotidiano, pois refletem valores e sentimentos nobres que possuímos. São os pequenos detalhes, e não os grandes, que fazem a diferença nos relacionamentos e marcam nossa história com inesquecíveis recordações.

Não é uma casa grande que faz o lar. Um lar é construído e sustentado com detalhes afetivos. Uma esposa não precisa de presentes caros para ser feliz, basta-lhe o amor do marido, expresso em gestos simples como um abraço sincero, um olhar carinhoso, uma presença marcante e outras ações que a façam sentir-se segura e especial. Quando alguns pequenos detalhes faltam, a felicidade vai ficando mais distante de nós. Na verdade, só é grande mesmo aquilo que cresce e se eterniza no coração.

Para serem felizes, os filhos não precisam de brinquedos caros, embalados pela culpa que os pais carregam consigo por serem tão ausentes. Pequenos gestos de carinho, amor, companhia e atenção é que farão toda a diferença em suas vidas. Coisas são descartáveis, contudo, recordações de pequenos afetos eternizam momentos significativos e geram memórias que o coração não esquece. A cultura que valoriza demais embalagens e formas, termina por não atentar para o que de fato é essencial.

Uma existência sem “pequenos” detalhes é pobre de “grandes” memórias, daquilo que vale a pena ser lembrado. Pequenos gestos de cortesia, de solidariedade, de atenção, uma palavra amiga, uma mão estendida, um abraço fraterno, tudo isso forma uma colcha de retalhos que dá um colorido especial à nossa frágil existência.

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