Multinacional quer comprar toda a lã cashmere da Paraíba para peças de alto luxo

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O secretário estadual de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Rômulo Montenegro, reuniu-se neste início de semana, na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), presidida por Rodolfo Tavares, com a pesquisadora em cashmere Lia Souza Coelho e representantes da empresa multinacional Paramount, interessada em comprar esse produto na Paraíba, estado onde a lã, retirada de caprinos (cabras e bodes), tem fibras mais finas, portanto mais confortáveis do que as originárias do Exterior. A fibra de cashmere, considerada de alto valor financeiro, é usada na confecção de moda de alto luxo.

Na reunião, Rômulo, os executivos da Paramount — José Carlos Kanner, Luiz Fernando Mattar e Gabriel Frances de Matos—, o presidente da Apacco — Associação Paraibana de Criadores de Caprinos e Ovinos, Pedro Martins e o pesquisador da Emater Daniel Benitéz tomaram conhecimento com mais profundida do estudo feito por Lia Coelho, que explanou sobre o tema, o potencial da Paraíba para fornecer a lã de cashmere e a comercialização dessa matéria-prima. Atualmente, a indústria têxtil nacional demanda 100% da matéria-prima necessária para produção.

A qualidade e a proximidade logística desta matéria-prima, principalmente do Nordeste, ativaram o interesse da Paramount, que patrocinou parte da pesquisa já realizada. A empresa dispõe-se a adquirir toda a produção da lã disponibilizada pelo estado.

Para se ter uma ideia do valor desse produto: um quilo de cashmere in natura vale 380 dólares; um animal produz em torno de 150 gramas/ano, o que significa em torno de mais de 200 reais por cabeça, daquilo que hoje não se aproveita na Paraíba.

A próxima etapa dessas articulações será a assinatura de um protocolo de intenções, entre Governo do Estado da Paraíba, APACCO e Paramount, a ser oficializado, na Expofeira Agronegócios em Taperoá, no dia 24 de novembro de 2018.

A foto que ilustra esta matéria mostra a pesqusadora Lia, ladeada pelo secretário Rômulo, o presidente da Apacco Pedro Martins e o pesquisador da Emepa Benitéz.

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