O Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgou uma nova atualização da chamada “lista suja”, cadastro que reúne nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão no Brasil.
Na atualização mais recente, 19 empregadores da Paraíba, entre pessoas físicas e jurídicas, foram incluídos no documento. Os casos registrados no estado ocorreram entre 2020 e 2025.
De acordo com o MTE, as ocorrências foram identificadas em Campina Grande (8 casos), Cabedelo (4), Taperoá (3), João Pessoa (2), Tacima (1) e Serra Branca (1). As atividades com maior número de irregularidades estão ligadas a pedreiras e à construção civil.
Em nível nacional, 159 novos empregadores foram adicionados ao cadastro, um aumento de 20% em relação à última atualização. Do total, 101 são pessoas físicas e 58, empresas. Todos os incluídos tiveram direito à ampla defesa antes da divulgação dos nomes, conforme informou o ministério.
A “lista suja” é um instrumento de transparência pública, divulgado duas vezes por ano (em abril e outubro), com o objetivo de dar visibilidade às ações de fiscalização do governo federal no combate ao trabalho escravo contemporâneo.
Empregadores da Paraíba incluídos na lista
- Adriano Gomes Leal – Pedreiras do Sítio Covão e Km 21, Zona Rural, Campina Grande
- Ariele Pacífico Gomes – Pedreira Laje, Zona Rural, Tacima
- Cícero Rodrigues da Silva – Pedreira do Sítio Gravatinho, Km 21, BR-230, Zona Rural, Campina Grande
- Coinbra – Construtora e Incorporadora Brasileira Sociedade – Praia do Poço, Cabedelo
- Construtora Apodi Ltda – Sítio Pocinho, Zona Rural, Taperoá
- Cristóvão da Silva Farias – Pedreira do Sítio Buraco do Bosque, Zona Rural, Campina Grande
- Edvaldo Farias Gurjão – Pedreira do Sítio Buraco do Bosque, Zona Rural, Campina Grande
- Fam Construtora Ltda – Empreendimento Residencial Maria Laura Maia, Manaíra, João Pessoa
- Gerônimo Joaquim Pereira – Pedreira, Assentamento José Moreira da Silva, Taperoá
- Haroldo dos Santos Alves – Pedreira, Assentamento José Moreira, Taperoá
- Iremar Silva Lima – Pedreira do Sítio Gravatinho, Km 21, BR-230, Zona Rural, Campina Grande
- Jesila Meyre de França Albuquerque – João Pessoa
- Kanova Engenharia e Construções Ltda – Bairro Valentina de Figueiredo, João Pessoa
- Kant Engenharia Ltda – Empreendimento Lago Malawi, Praia do Poço, Cabedelo
- Manuel Gomes Barbosa – Pedreira do Sítio Gravatinho, Km 21, BR-230, Zona Rural, Campina Grande
- Sebastião Farias Gurjão – Pedreira do Sítio Buraco do Bosque, Zona Rural, Campina Grande
- Serra Branca Loteamento de Imóveis Ltda – Loteamento Serra Branca, Rua Wamberto Torreão, Serra Branca
- SR Construções Ltda – Loteamento Alphamares, Ponta de Campina, Cabedelo
Como denunciar casos de trabalho escravo
Denúncias podem ser feitas de forma anônima e online pelo Sistema Ipê, criado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O denunciante não precisa se identificar e deve fornecer o máximo de informações possíveis sobre o caso. A partir desses dados, os fiscais analisam se há indícios de trabalho análogo à escravidão e realizam verificações no local.