MP vê excelência administrativa no Complexo Clementino Fraga

A Promotoria de Justiça da Saúde da Capital realizou, na manhã desta quinta-feira, 2, uma inspeção no Complexo Hospitalar estadual Clementino Fraga, em Jaguaribe. A unidade é referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas, pneumologia e dermatologia no Estado da Paraíba e dispõe, atualmente, de 156 leitos (sendo que oito deles são para hospital-dia, que funciona das 7h às 17h e seis leitos são para unidade de terapia intensiva – UTI), além de vários serviços especializados.

A inspeção também contou com a participação de outros órgãos de fiscalização como os Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia, Enfermagem, Odontologia, Serviço Social, Fisioterapia, Psicologia e a Vigilância Sanitária.

De acordo com o promotor de Justiça da Saúde, João Geraldo Barbosa, o complexo hospitalar apresenta excelente estrutura física e modernos equipamentos. “O hospital está sendo bem administrado e serve de exemplo, em que pese o fato de trabalhar sempre no vermelho, em virtude de ter uma demanda de ocupação muito maior do que a que foi pactuada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para se ter uma ideia, o que é repassado de pactuação do SUS, junto com a verba teto repassada pelo Estado totaliza R$ 340 mil por mês”, disse.

Serviço de excelência – A equipe de inspeção coordenada pelo Ministério Público constatou que o Complexo Hospitalar Clementino Fraga dispõe de sistema de radiologia com centro de imagem completo (ultrassonografia e tomografia), ambulatório de hepatologia, comissão de controle de infecção hospitalar, UTI, brinquedoteca, área de recreação e lazer e unidade de pediatria instalada para atender crianças com HIV.

O hospital também dispõe de médicos especialistas para atender os pacientes com doenças infecto-contagiosas nas áreas de cardiologia, anestesiologia, pediatria, ginecologia, psiquiatria, nefrologia, urologia, neurologia e neurocirurgia, cirurgia (geral, torácica e plástica), proctologia, angiologia, endocrinologia e clínica médica.

A unidade hospitalar também possui uma ala de suporte com 17 leitos para atender casos de epidemia, além de uma comissão específica de revisão de prontuários e óbitos.  Atualmente, a direção está implantando o serviço de endoscopia na unidade.

A higienização da unidade também chamou a atenção da equipe. “Todas as enfermaria possuem um padrão de isolamento e têm anticâmera para higienização, com lavabo, sabão líquido, toalha descartável e dispensadores de álcool gel. O hospital vem atendendo e preenchendo todas as exigências da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para prevenir infecções pela bactéria KPC (também chamada de “superbactéria” por ser resistente a antibióticos)”, elogiou.

Segundo o promotor de Justiça, o Conselho Regional de Medicina elogiou a estrutura e o funcionamento do hospital. Já o Conselho Regional de Farmácia registrou que o quadro farmacêutico da unidade é  “espetacular” e que possui um estrutura organizada, climatizada e moderno sistema de armazenamento. Apenas o Conselho Regional de Enfermagem registrou a insuficiência de profissionais da área na unidade.

Outro pequeno problema identificado pela equipe, mas que já está  sendo resolvido pela direção, é a falta de implantação de brigadas de incêndio, embora o hospital possua sinalização de prevenção de incêndio e extintores carregados dentro do prazo de validade.

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