Marido alega “desespero” para justificar ter levado corpo de juíza paraibana à delegacia

Em depoimento prestado na manhã desta terça-feira, 17, ao delegado David José Monteiro Siqueira, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior alegou que agiu por desespero ao levar o corpo da esposa, Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira, que também era juíza, até a delegacia de polícia no bairro de São Brás, em Belém, no Pará. Ele acrescentou que tinha discutido com Mônica por volta das 22h30 e que ela havia dito que iria viajar, arrumou as coisas dela e saiu. Na manhã de hoje, aproxidamente, às 6h40, João disse que procurou as chaves do carro, não encontrou e pegou as chaves reserva. Ao chegar ao veículo que estava estacionado no condomínio onde ele morava, encontrou as portas do carro abertas e no interior dele, Mônica sem vida, com um ferimento de arma de fogo.

Ainda no depoimento, ele informou que a arma usada para o disparo fatal que teria sido efetuado pela própria Mônica era de propriedade dele e estava dentro do automóvel.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Belém que solicitou ao prédio onde o casal estava as imagens do circuito interno de câmeras.

A perícia na vítima foi feita no estacionamento da DH, onde João Augusto estacionou o veículo. O corpo da mulher estava no banco de passageiro, porém ainda não se tem a confirmação de que teria sido exatamente naquele assento que ela estava quando foi encontrada por ele. Participaram dos trabalhos uma equipe da Polícia Científica e papiloscopistas.

A polícia já solicitou perícia no estacionamento do condomínio onde o casal tem residência e também no apartamento. O veículo também passará por perícia e o magistrado passará por exame balístico para saber se há vestígio de pólvora nas mãos.

Um parente de Mônica disse que ela não apresentava sinais de depressão. Ao contrário, era “uma mulher tranquila, realizada e de bem com a vida, além de uma juíza brilhante”.

Mônica nasceu em Barra de Santana na Paraíba, mas atualmente trabalhava como juíza no Rio Grande do Norte. Era prima e comadre da vereadora campinense Ivonete Ludgério.

Matéria de Sancha Luna da TV RBA, afiliada da Band em Belém.

 

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