Mais de 25% dos empreendedores paraibanos estão endividados

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Enfrentando uma série de desafios e dificuldades desde o início da pandemia do coronavírus, os empreendedores precisam se preocupar, entre outros aspectos, com o equilíbrio financeiro dos negócios, ponto que é fundamental para a sustentabilidade de qualquer empresa. Ao abordar esse assunto, uma pesquisa realizada pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), constatou que 28% dos empreendedores paraibanos entrevistados possuem dívidas ou empréstimos em atraso.

Em sua oitava edição, a pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios” ouviu microempreendedores individuais (MEI), donos de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) de todos os estados brasileiros, sendo 57 deles da Paraíba. Conforme os números, além dos 28% que estão com os pagamentos atrasados, outros 47% dos entrevistados afirmaram também possuir dívidas e empréstimos ativos, mas com os pagamentos em dia. Já 25% informaram que não possuem empréstimos ou dívidas.

Ainda abordando os efeitos da pandemia nos pequenos negócios, outro dado revelado pela pesquisa está relacionado com a adaptação das empresas aos desdobramentos da crise. De acordo com os dados, 81% dos participantes disseram que precisaram realizar mudanças em suas empresas para funcionar durante a crise, enquanto 15% continuam funcionando da mesma forma como atuavam antes da pandemia. Os outros 4% relataram que, diante da crise, decidiram encerrar as atividades da empresa.

Ao avaliar os dados, a analista técnica do Sebrae Paraíba, Márcia Timótheo, destacou que o planejamento é fundamental para que os empresários não sejam surpreendidos por um descompasso nas finanças do negócio.

“É fundamental que os empreendedores estejam atentos para manter o equilíbrio financeiro, sabendo como circulam os recursos na empresa e a importância do fluxo de caixa para a eficiência na gestão do negócio. Além disso, é necessário ter uma projeção financeira realista, principalmente no momento atual, avaliando as futuras receitas e despesas. Em resumo, montar o planejamento do negócio e o planejamento doméstico do empreendedor é de grande relevância, uma vez que para a maioria dos empresários de pequenos negócios a fonte de recursos vem da empresa”, explicou.

Inovação – Realizada entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, a pesquisa do Sebrae e da FGV também perguntou aos empreendedores sobre possíveis novidades e inovações adotadas após o início da pandemia. Segundo os resultados, a maioria, 55%, não lançou nem iniciou a comercialização de novos produtos ou serviços, enquanto 45% dos entrevistados aproveitaram o momento para inovar e lançar novidades, em busca de atrair os clientes e movimentar as vendas.

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