Maestrina do Prima reclama de falta de parceria com setores da prefeitura

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A maestrina Priscila Santana, do Prima, publicou em seu perfil no Facebook um desabafo sobre as dificuldades que encontra para levar adiante o projeto, esbarrando na falta de parceria com outros órgãos. Sem citar nomes ou casos específicos, a baiana disse em contato com o ParlamentoPB que já aconteceu de procurar alguns setores e ao se identificar haver rejeição por ser um Programa do Estado mesmo sendo uma causa que dialoga com o do local.

Confira a íntegra do post de Priscila:

Constantemente as pessoas me perguntam “está gostando de morar em João Pessoa?” sempre digo que sim, amo a cidade e seu povo hospitaleiro, afinal, sou nordestina também. Porém, uma coisa me incomoda e ainda não sei nomear. Na Bahia, trabalhei em um programa sócio-orquestral do Governo do Estado, chamado NEOJIBA, e sempre dialoguei com outros projetos da Prefeitura, dos movimentos sociais e de ordem privada dentro e fora do Programa. Entendia-se que a causa, o empoderamento das comunidades periféricas (predominantemente de pretos/”pardos”, mais de 87% do Programa) através da música ( os infinitos estilos musicais: orquestrais, diaspóricos e para além deles) era o alvo e a parceria, a colaboração e o diálogo resolveria possíveis desentendimentos pois todos estávamos na mesma causa. Sabíamos das problemáticas do Estado e da Prefeitura em várias áreas da nossa população e justamente nos uniamos para que na nossa ação fosse diferente. Aqui não sinto isso, e ainda sinto que as pessoas (sem generalizações pois também encontrei seres maravilhosos) acham que o PRIMA é um poço de dinheiro e de privilégios (não sabe de nada inocente!). Lutamos muito, diariamente, por cada pequena coisa que temos no Programa, e a cada pequena vitória sabemos que temos mais outras 100 pequenas e grandes batalhas para lutar! Acredito no poder das parcerias, das colaborações, que isso torna a luta menos árdua para todos os lados! Acredito que já avançamos muito mas temos muito mais a avançar e que se conseguissemos compreender o outro como um possível parceiro e não um potencial inimigo o avanço seria mais rápido! 

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