Líderes de atos contra isolamento na Paraíba se recusam a depor por causa do Coronavírus

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Três dos quatro depoentes que haviam sido intimados para esclarecer os motivos pelos quais têm promovido atos públicos contra isolamento social não compareceram hoje à tarde à Central de Polícia de João Pessoa. Eles haviam sido intimados pelo delegado Alan Murilo Terruel, da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado. Os líderes do grupo “Direita Mover” alegaram em uma petição que não estariam no local por causa da “gravidade da pandemia doCOVID 19 (Novo Coronavírus), evitando aglomerações nos setores públicos e particulares, respeitando as normas do Ministério da Saúde”.

O documento encaminhado pelo advogado ainda afirma que “estamos diante do cenário de guerra contra o
COVID 19” e que “cada dia vem aumentando o número de doentes e óbitos confirmados”.

Apenas um dos intimados, um membro do movimento que é estudante universitário e tem 19 anos prestou depoimento e respondeu aos questionamentos do delegado.

Quanto aos demais, e petição é para que compareçam apenas depois do fim da pandemia. O advogado afirma que “estamos passando por grande e precário estado de saúde do nosso País e em especial nossa Paraíba, que seja designada nova data dos depoimentos após o termino da pandemia do coronavírus”.

Nova convocação – O delegado Alan Murilo Terruel disse ao ParlamentoPB que vai submeter a petição à sua chefia, mas adiantou que pretende reintimar todos os que não compareceram hoje.

Na quinta-feira, duas lidenças do grupo Direita Paraibana são esperados para prestar depoimento a respeito do mesmo caso. Eles promoveram atos contra o isolamento social e em favor da reabertura do comércio e da retomada das atividades laborais e de estudo mesmo durante a pandemia de Coronavírus.

Redes sociais – Em seu perfil no Instagram, Allison Novais, que deveria ter ido hoje à Central de Polícia, publicou um vídeo no qual se diz alvo de perseguição por ser um ativista de direita. “Isso não vai funcionar conosco. Nós continuaremos a divulgar e apoiar todos os eventos que entendermos ser justos. João Azevedo deveria fazer igual a Ricardo Coutinho: debochar e mandar beijinho”.

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