Lau Siqueira deixa o Governo e se solidariza com Ricardo Coutinho

O poeta Lau Siqueira entregou ontem seu pedido de exoneração do cargo de Coordenador-Geral do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima), ao atual secretário da Cultura, Damião Ramos Cavalcanti. No mesmo dia, Lau publicou em seu perfil no Facebook um texto no qual se solidariza com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), preso na Operação Calvário e libertado graças a uma decisão do ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça.

Confira a publicação de Lau:

“Quando saiu a prisão de Ricardo Coutinho fiquei pensando. Como pode alguém ter roubado tanto tendo feito muito mais que todos os outros? Quando Ricardo assumiu a Paraíba tinha 50 cidades sem cobertura de estradas asfaltadas. Hoje todas as cidades são ligadas por asfalto. Mais que dobrou o número de leitos hospitalares (as pessoas morriam na porta do Trauma). Construiu um hospital de oncologia no sertão (algo muito caro),um mega hospital de neurologia e cardiologia em Santa Rita, reformou hospitais, colocou pra funcionar o Trauma de Campina Grande, construiu e reformou escolas, restaurou todos os equipamentos culturais. Inclusive o Espaço Cultural, uma obra caríssima. Como se desvia tanto recurso com tantas ações?

Essa equação não fecha. Acho que ele deve ser sim investigado e todo gestor precisa ser investigado. A investigação é a melhor defesa de um gestor. Hoje não tenho qualquer vínculo com o Estado. Conheço Ricardo desde 88 e sempre vi nele uma pessoa correta. Mesmo que nem sempre concorde com ele. E mais: em toda essa onda de Operação Calvário, não há um único indício de enriquecimento ilícito.

Assim como todos que desejam o melhor para a Paraíba e para o Brasil, espero que a verdade prevaleça. Ricardo se tornou um gigante. Sem dizer uma palavra, já era apontado como favorito nas pesquisas para a prefeitura de João Pessoa com quase 70% das intenções de voto. Como pode ter roubado tanto deixando tanto dinheiro em caixa para o próximo governo? Me parece uma questão de matemática jurídica.

No Brasil, atualmente, há uma forma de condenação: a execração pública numa aliança que envolve imprensa, MP e setores do Judiciário. A condenação é, na verdade, a destruição de reputações escolhidas à dedo.

No mais, que empresário é esse que estava gravando Ricardo desde 2010? Por quê só agora a denúncia? Não vamos apressar julgamentos. Acredito em Ricardo e é fundamental que esse jogo seja passado a limpo. Está tudo muito estranho. Como se pode condenar alguém com base em denúncias de quem está enrolado e faz uma delação premiada? Assistam o vídeo”.

O vídeo a que ele faz referência é o da “live” feita por Ricardo Coutinho na noite de domingo:

 

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