Justiça retoma nesta quarta-feira audiência de instrução e julgamento de Padre Egídio

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A Justiça retoma na manhã desta quarta-feira (31) a audiência de instrução e julgamento do processo em que o padre Egídio de Carvalho é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos e fraudes na gestão do Hospital Padre Zé, na Capital. São réus no processo, além de Padre Egídio, Jannyne Dantas Miranda e Silva (ex-diretor-geral do hospital), e Amanda Duarte da Silva Dantas (ex-tesoureira).

A audiência está marcada para iniciar às 10h, no Fórum Criminal de João Pessoa.

Entre as testemunhas que devem ser ouvidas hoje está Samuel Segundo, ex-diretor de tecnologia da informação do hospital Padre Zé. O envolvimento de Samuel está ligado ao desvio de celulares que haviam sido doados pelaReceita Federal para o Hospital Padre Zé.

A partir do desaparecimento desses aparelhos celulares teve início toda a investigação envolvendo Padre Egídio e ex-funcionários na gestão do Hospital Padre Zé.

Samuel, que chegou a ser preso em agosto pelo furto de celulares que haviam sido doados pela Receita Federal para venda em um bazar solidário, alegou que não houve furto, mas que a venda dos aparelhos foi autorizada pelo Padre.

Padre Egídio, Jannyne e Amanda são investigados sob suspeita de envolvimento no esquema de desvio milionário no hospital.

Conforme os autos, os atos ilícitos teriam sido desvio de verbas destinadas a programas sociais essenciais como distribuição de refeições a moradores de rua, amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o Exame Nacional de Ensino Médio, cuidados a pacientes com Aids, entre outros. Além disso, as operações ilícitas teriam afetado gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas.

Operação – A primeira fase da operação ‘Indignus’ foi deflagrada em outubro do ano passado, com a participação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), da Polícia Civil, da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds), da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz) e da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba (CGE).

Inicialmente, a Operação foi instaurada para investigar a suspeita de um esquema de desvio de verbas do Hospital Padre Zé e o desaparecimento de mais de 100 celulares que tinham sido doados à Instituição, para que o dinheiro da venda dos produtos se revertesse em benefícios ao hospital.

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