Justiça mantém arquivada ação contra Veneziano Vital

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba decidiu hoje à tarde, por unamidade, rejeitar o recurso 1707 apresentado pela Coligação Por Amor a Campina contra o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). A intenção dos adversários era reabrir a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que acusava o gestor de captação ilícita de sufrágios, conduta vedada ao agente público e abuso de poder. O processo, contudo, havia sido rejeitado no juizado de primeira instância.

O relator do recurso, juiz João Batista Barbosa, alegou que não havia provas das acusações apresentadas contra o prefeito campinense. O entendimento dele foi seguido pelos demais membros da Côrte eleitoral.

A acusação, a cargo do advogado José Mariz, alegou que Veneziano Vital teria feito doações de medicamentos a eleitores e citou uma gravação em que um secretário que supostamente teria agido na compra de votos em favor do gestor.

A defesa de Veneziano, feita pelos advogados Carlos Fábio Ismael e Raoni Vita, sustentou que o gestor era inocente, que as queixas dos tucanos careciam de provas e não ultrapassavam a esfera da reclamação de quem perdeu o pleito.

Depois do resultado, o advogado José Mariz adiantou que apresentará recurso.

Saia justa – Durante o julgamento, um dos votos chamou a atenção. O do juiz Newton Vita, que atuou como advogado da prefeitura de Campina Grande. Quando ele pediu a palavra, imaginou-se que ele averbaria suspeição no caso, mas foi o contrário. O magistrado confirmou que atuou como advogado da administração municipal campinense e ressaltou que trabalhou para diversas outras gestões municipais de variadas tendências políticas, não se sentindo suspeito para emitir seu voto. Em seguida, Vita recebeu a solidariedade da Côrte eleitoral.

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