Juiz que mandou prender delegada se declara suspeito e defesa pede nulidade do processo

O caso da delegada Maria Soledade, presa recebendo propina de um Policial Rodoviário Federal, ganhou novo e inesperado fato. O juiz da Vara Única da Comarca de Alagoa Grande, José Jackson Guimarães, acolheu o pedido da defesa e se declarou suspeito, alegando razão de foro íntimo, para prosseguir na condução do processo.

Ao tomar conhecimento da decisão, o advogado Aécio Farias, que defende a delegada, esbravejou: “Esse juiz decretou a busca e apreensão, depois a prisão preventiva e, posteriormente, foi responsável por uma série de absurdos erros na condução do processo. Aliás, ele nunca poderia ter despachado nesse processo porque a acusação diz que a delegada vendia a promessa de influência junto aos assessores daquele próprio magistrado.”

Lembrando o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado disparou: “Temos um novo Sérgio Moro”, em alusão à declaração de parcialidade feita pelo Supremo Tribunal Federal que anulou todos os processos do ex-presidente.

Segundo o advogado, “todas as provas estão contaminadas pela parcialidade, agora declarada, do juiz. Na visão da defesa, o processo e as provas estão todos nulos.”

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