João Azevêdo fica no Cidadania, mas agradece “reconhecimento tardio” do PSB; ouça

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O governador da Paraíba, João Azevêdo, garantiu que não pretende deixar o Cidadania, ao qual está filiado desde janeiro de 2020. Em entrevista à Rádio BandNews FM Manaíra de João Pessoa, ele comentou o convite feito pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para seu retorno e revelou que não deve mudar de sigla: “Minha situação no Cidadania é extremamente confortável, converso muito com Roberto Freire, presidente da legenda, com autonomia para o partido aqui no Estado e tenho muita tranquilidade em relação à permanência no partido. A posição de Carlos Siqueira me deixa feliz, apesar de se dar de maneira tardia. Ela chega com o reconhecimento de que aquele problema em 2019 não foi causado por mim e a verdade dos fatos apareceu agora a ponto do presidente fazer esse reconhecimento. Tenho uma boa relação com o PSB e esperamos contar com partido na nossa aliança, mas isso o futuro é que dirá”, destacou.

Em dezembro de 2019, após uma divergência com o ex-governador Ricardo Coutinho, João Azevêdo deixou o PSB. Àquela época, o PSB dissolveu o diretório estadual que era comandado por Edvaldo Rosas, ligado a João. A direção nacional ficou ao lado de Ricardo Coutinho.

Agora, com a desfiliação de Ricardo Coutinho, especulada há meses, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, declarou-se arrependido de ter chancelado as queixas de Ricardo e chegou a dizer que o partido estaria de “portas abertas” para receber João.

Apesar de sofrer pressões para definir a chapa com a qual vai disputar as eleições do ano que vem, João voltou a dizer que a discussão é prematura: “Pode ter certeza que  o cenário de hoje que tem 35 partidos não vai se manter para 2022. As novas regras vão mudar muito o  cenário com partidos se fundindo, outros sendo incorporados. E como é possível discutir chapa majoritária se não sabemos nem como é que o cenário vai ficar? Precisamos esperar definições e que elas sejam tratadas de forma clara para começar a avaliar o formato das próximas eleições. Hoje, nenhum partido tem condições de montar sequer uma chapa proporcional”.

Lígia – O governador também foi  questionado a respeito de como está sua relação com a vice, Lígia Feliciano (PDT). “Tenho respeito pela vice-governadora e ela faz parte de um outro partido que não é o meu. Fizemos uma aliança em 2018 e diferente de outros tempos, não há interferência do governador em outros partidos. Cada um sabe o caminho que deve seguir. Vamos fazer no tempo certo, dentro da lógica dos prazos, vamos fazer as cobranças de posicionamento para entender como será o cenário em 2o22 mas respeitando a autonomia dos partidos”.

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