Jeová diz que se fosse senador, votaria para arquivar ações contra Sarney

O deputado estadual Jeová Campos (PT), conhecido por ser um dos mais contundentes defensores da ética no PT, deu uma declaração surpreendente sobre a crise que atinge o Senado da República e seu presidente, o peemedebista José Sarney. Em entrevista ao programa Trem das Onze, apresentado por Fernando Caldeira na Rádio Alto Piranhas, de Cajazeiras, ele declarou que, se fosse senador, votaria pelo arquivamento das representações apresentadas contra o presidente do Senado.

"Se eu fosse senador, votaria pelo arquivamento porque é preciso esclarecer o que está acontecendo. A primeira secretaria do Senado é governada pelo PFL desde a época de Antônio Carlos Magalhães. Os atos secretos vêm desde aí. Por que Sarney tem que pagar essa conta? O que o PSDB e os democratas querem é fragilizar a relação de Sarney com o PT e como consequência tirar o PMDB da aliança nacional com a candidatura de Dilma [Rousseff]. A estratégia deles foi eficiente e causou dor de cabeça ao partido. O certo é que ali era preciso tomar uma decisão de conjunto. No Senado, não era Sarney que estava sendo julgado, mas as políticas para o futuro. E estratégico para mim é a eleição de Dilma para suceder o Governo Lula", disse Jeová.

O parlamentar declarou que o Senado já esteve muitas vezes em crise e defendeu que é preciso superar a era dos Renans [Calheiros], sem contudo, exigir a renúncia de Sarney: "Tem gente que fala muito de moral e não dá exemplo. Arthur Virgílio pagou para um cara ficar no exterior estudando e com tudo pago pelo Senado. Que moral ele tem para esbravejar como se fosse o último dos moicanos? Por favor, baixe a bola!".

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