Jeová defende negociação entre Governo do Estado e Banco do Brasil

Durante o grande expediente da sessão de hoje, na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado estadual Jeová Campos (PT) defendeu a negociação entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil para a contratação de serviços bancários para o depósito de valores da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. O tema foi levantado durante a votação de um Projeto de Lei de n° 1.248/2009 do deputado oposicionista Dinaldo Wanderley (PSDB), que prevê a autonomia do servidor para contratar a instituição bancária de sua preferência. Para Jeová Campos a aprovação do PL, neste momento, redefiniria o futuro do Estado, pois o governo e a população perderiam o investimento de R$ 230 milhões em obras e projetos para impulsionar o desenvolvimento da Paraíba. Esse foi o valor ofertado pelo banco pelo gerenciamento da folha do estado.

“A Paraíba terá disponível R$ 230 milhões para que possam ser investidos aqui. Nosso estado é pobre e não pode renunciar a esse montante”, disse o parlamentar. “Não estou sendo contra o servidor público, se nossas receitas fossem fartas eu não diria nada, mas não é o caso”, argumentou Jeová. O deputado disse ainda que reconhece a preocupação do colega Dinaldo Wanderley, mas que o governo não pode sacrificar a população inteira. “Sei que você é pelos servidores, mas temos que pensar na solidariedade social e incluir a população inteira que será beneficiada com os recursos oferecidos pelo Banco do Brasil”, argumentou o deputado.

Atualmente, as contas dos servidores públicos do estado estão no Banco Real, mas devido às inúmeras reclamações a respeito de possíveis “cláusulas leoninas”, que prejudicam os servidores públicos e as finanças do Estado, o governador José Maranhão (PMDB) determinou a realização de uma revisão no contrato com o Banco Real, celebrado durante a gestão do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). As negociações com outras instituições já estão acontecendo e o Banco do Brasil se apresenta como a melhor opção, tendo em vista que a instituição ofereceu R$ 230 milhões pela conta.Após a argumentação do deputado Jeová Campos na tribuna da Casa, a votação do Projeto de Lei ficou para ser apreciado na próxima semana.

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