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Isolado, desgovernado, um morto vivo

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Com a delação de Moro, Bolsonaro foi enterrado vivo. O governo acabou. O salvador da pátria passou a perna em 57 milhões de patriotas.

Já não tem a aprovação da maioria da população faz tempo. Agora é que não tem mesmo. A palavra de Moro, para milhões de brasileiros, é muito mais confiável. Até para mim, que não confio na imparcialidade e no senso de justiça de Moro.

Mas o fato é que a fala de Moro também coloca os generais numa grande saia justa, não apenas os civis. Indiretamente, o ex-juiz acusa Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade ao tentar interferir na autonomia da PF.

Para os generais manterem aquela cara de homens sérios e ordeiros, não podem mais ficar subordinados às molecagens e às safadezas do capitão. O Cavalão voltou a galope à memória dos militares. O fantasma está vivo, de novo.

A demissão de Moro também abala o mercado e a agenda econômica de Paulo Guedes. A desconfiança sobre a incapacidade de governar de Bolsonaro já não era novidade. Agora, agrava-se e muito. O presidente perdeu o controle, as rédeas da gestão.

Ao perder Moro e ao se aliar ao centrão, o mesmo do mensalão e do petrolão, Bolsonaro construiu a própria forca – já que não é coveiro. Se não for derrubado, vai governar como refém do Congresso Nacional, com uma espada pendurada acima da cabeça.

Em meio a uma pandemia, a economia vai para o saco, e Bolsonaro não sabe como recuperar. Não poderia existir cenário pior para ele. Cemitérios lotados, a saúde em colapso, o povo desesperado e o presidente preocupado com um delgado da PF para salvar a própria pele e a dos filhos. Um cenário sombrio.

Sem luz no fim do túnel, Bolsonaro também não tem o apoio da grande mídia há muito tempo. Agora, o bicho vai ficar ainda mais feio. Moro, o queridinho dos tempos da Lava Jato, é o verniz ideal para a narrativa crítica da imprensa, que deve subir ainda mais o tom.

Se Bolsonaro insistir mais, ao final restarão apenas Carlos e Jair abraçados em frente ao caixão. Renuncie, Bolsonaro. Game over.

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