Instituto Acqua diz que Governo da PB ainda deve R$ 7,8 milhões

Em meio ao impasse que ocasionou a partir da manhã de hoje a greve de neurocirurgiões, cirurgiões torácicos e vasculares do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, o Instituto Acqua, responsável até ontem pela gestão da unidade hospitalar emitiu uma nota na qual comprova ter recebido R$ 10,2 milhões de repasses do Governo da Paraíba pelos serviços prestados, mas alega ter mais de R$ 8 milhões a receber. A diferença seria fruto de uma defasagem admitida pela própria secretaria nos seis meses em que o Acqua atuou no Trauma. Sendo este o valor, multiplicado por seis, seriam R$ 7,8 milhões.

O Instituto Acqua, OS com sede em Santo André, no interior de São Paulo, não efetuou ainda o pagamento de novembro e dezembro dos médicos, o que ocasionou a greve. O Estado da Paraíba, por sua vez, alega que já quitou seu débito com a organização social e aconselhou os cirurgiões a acionaram o Instituto para o recebimento dos salários.

Confira a nota oficial emitida pelo Instituto Acqua.

O Instituto Acqua informa, por meio da assessoria de imprensa, que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) fez o repasse da última parcela do contrato de cerca de R$ 10 milhões mensais, no entanto esse valor foi condicionado pelo próprio secretário, em notificação extra-judicial a este Instituto Acqua, exclusivamente para custeio de folha de pagamento de funcionários e rescisões. O Instituto respondeu contranotificação com base em uma série de documentos que apontam um desequilíbrio financeiro no custeio da unidade. Entre tais documentos, um ofício da própria SES apontando defasagem de R$ 1,3 milhão no contrato de gestão, por mês, atingindo mais de R$ 8 milhões, ao fim dos seis meses.

Desse modo, o Instituto contranotificou o Governo do Estado e a Secretaria de Administração apontando a diferença que ainda há para finalização do contrato e pagamento de todas as pendências, incluindo a Neurovasc.

Vale lembrar que desde o início do contrato, o Instituto tenta colocar em prática a proposta que fez para gestão da unidade, que traria economicidade para a unidade, mas foi impedida pela própria SES. Projeto este que agora quer ser colocado em prática pela própria SES.

O Instituto aguarda posicionamento da Secretaria para concluir os pagamentos.

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