Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Histórias dentro dos ônibus (10)

Antes que contemos a nova história, reportemo-nos à anterior (a que recebeu, como sequência, o nº 9), tendo em vista que um dos leitores (Valdemir Dias) chamou a atenção de que mereceria melhor esclarecimento, o que agora fazemos no resumo a seguir. Ei-lo:

– Surpreendido pelo fato da catraca do ônibus não ter sido liberada em função de, simultaneamente à apresentação do cartão Passe Legal, o validador ter registrado “saldo insuficiente”, o passageiro perguntou ao cobrador: “Quanto é mesmo a passagem?!”. Com a resposta do cobrador (R$ 3,55), o passageiro “mete a mão” no bolso e constatou estar sem dinheiro. Neste instante, o contador daquela história (Francisco), em solidariedade ao passageiro e já se dirigindo ao cobrador, disse: “Ei! Deixa eu colocar meu cartão para que este passageiro possa passar!”. E, com o cartão de Francisco, a catraca foi liberada, permitindo o acesso daquele outro passageiro. Depois veio o momento de Francisco novamente aproximar (do validador) seu cartão Passe Legal, desta feita para pagar sua própria passagem. E aí a catraca não foi liberada porque no cartão já não mais havia saldo. E Francisco, tanto quanto aquele outro passageiro, também estava sem dinheiro, em função do que contou com o apoio do cobrador para seu acesso ao ônibus sem pagar a passagem… “pulando a catraca”.

Vamos agora à nova história, esta contada por Damião Freitas, fato ocorrido no domingo 17 de junho, no horário do jogo Brasil x Suíça, na linha 510 (Tambaú, via Tamandaré). Disse ele que o ônibus estava semivazio, vez que naquele horário as ruas encontravam-se praticamente desertas, face – como já lembrado – a realização do jogo Brasil x Suíça. Mas, próximo ao motorista, viajava um cidadão “bem agarrado” a um radinho, ouvindo a transmissão do jogo… e de repente, “Gooool, gol do Brasil!”. Nisto aquele passageiro, agarrado ao radinho, “aumentou o som” e deixou “naquelas alturas”. Como, logo na primeira parada, o motorista voltou suas vistas para o passageiro, este, com o dedo polegar, fez um sinal de positivo como que pedindo permissão para continuar com o rádio “naquelas alturas”. E o motorista, com um “balançar da cabeça”, respondeu também positivamente. Só que, lá perto de concluir a viagem, eis o outro “goool”… gol da Suíça! Imediatamente o motorista, aproveitando uma parada, novamente se dirigiu ao “passageiro do radinho” e disse: “Por favor, pelo menos baixe o som, que é proibido usar rádio dentro do ônibus!”.

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