Hervázio: “Oposição só terá chapa competitiva se conseguir dividir a base do governo”

Numa live na manhã deste sábado, 28, o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) avaliou que o grupo de oposição só conseguirá montar uma chapa competitiva para as eleições de 2022 se conseguir dividir a base do governo de João Azevêdo (Cidadania), pré-candidato à reeleição. “Está bem claro. É uma tática muito antiga usada pela oposição de um modo geral quando está fragilizada trabalhar para dividir o grupo do governo. Dos 12 deputados federais da Paraíba, apenas quatro são oposição. Se formos para a Assembleia, a maioria do Governo é esmagadora. A oposição é de apenas seis, de um total de 36. Então, a oposição só terá nomes competitivos, se dividir a base do governo”.

Segundo ele, apenas Romero Rodrigues emergiu do bloco adversário ao governador, mas não há movimentações em torno dele e nem surgiram nomes para a futura chapa da oposição: “Do nosso lado, é o contrário. Efraim Filho quer, Aguinaldo Ribeiro, também. Adriano Galdino, igualmente. Temos muitos nomes que poderiam integrar qualquer chapa. A oposição não monta uma chapa. Romero está sozinho. Corre de um lado para outro, mas está só”.

Em sua análise, Hervázio repetiu que na política, ganhar ou perder é consequência. “Não dá para misturar água com óleo. Mas, o pior é ganhar para perder. Há alianças históricas que foram celebradas na Paraíba como a da ‘viola com a pistola’, que foi entre Ronaldo Cunha Lima e Wilson Braga, dois grandes expoentes da política e com serviços prestados à nossa terra, mas era adversários históricos. Com a composição, Ronaldo ganhou e Wilson perdeu a vaga para o Senado para Efraim Morais. Às vezes dá certo para um, mas não para o outro”, afirmou, alertando para a possibilidade de nem toda composição ter os resultados esperados para os grupos envolvidos.

Em seguida, ele lembrou da aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para o Governo em 2010, que gerou um rompimento ruidoso e fez de ambos adversários ferrenhos até hoje, O deputado acrescentou que Cássio vazou a conversa que teve com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) de maneira estratégica para enfraquecer Veneziano perante o grupo governista. “Veneziano vem tentando explicar essa conversa e eles terminaram dizendo que não trataram de política. A união de Cássio com Veneziano teria muitos complicadores: um deles era ter que dar explicações a muita gente: Bruno Cunha Lima, Romero Rodrigues… outro é o perigo de queimar o filme”.

A live foi reproduzida simultaneamente na Rádio Integração do Brejo, de Bananeiras.

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