Frei Anastácio pede justiça para assassinato de líder do MST no Paraná

 

O deputado federal Frei Anastácio lamentou o assassinato do líder estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Ênio Pasqualin, no assentamento Ireno Alves dos Santos, no interior do Paraná. Segundo informações do MST, Ênio, que foi morto a tiros, foi retirado de sua casa por sequestradores na noite deste sábado (24) e seu corpo foi encontrado na manhã deste domingo, nas proximidades do assentamento. Ainda não há informações oficiais sobre as circunstâncias do assassinato.

Frei Anastácio afirma que desde que Bolsonaro assumiu o poder, houve um aumento na escala da violência contra lideranças dos movimentos sociais, em todo o Brasil.

“Esperamos que mais esse crime não fique impune. A justiça tem que mostrar sua cara”, disse o deputado. O parlamentar relatou que as caraterísticas do crime dão sinais de que a morte de Ênio foi mais um crime encomendado. “Os assassinos invadiram a casa da liderança do MST, o sequestraram e levaram para executar. É esse o Brasil onde estamos vivendo. Pessoas que lutam pelo interesse do povo são mortas de forma brutal, por um esquema que ganhou motivações com a gestão do atual governo”, afirmou.

Algumas dessas motivações, segundo o deputado, é a impunidade que favorece ao latifúndio e a facilidade de comprar armas e munição de forma absurda. “Com os decretos de Bolsonaro, o Brasil teve aumento de 120% no registro de armas até agosto deste ano. Tivemos aumento na violência contra negros, indígenas, mulheres e, estrategicamente, estão tentando calar os movimentos sociais matando suas lideranças. É a extrema direita do latifúndio voltando a atuar, depois que o Brasil saiu das mãos de um governo popular, com o golpe de 2016. Mas, nós não vamos nos calar até trazer o Brasil de volta para o povo”, disse.

O deputado manifestou seus mais profundos sentimentos de pesar à família, amigos, companheiros de Ênio Pasqualin e aos assentados de Rio Bonito do Iguaçu, assim como ao MST, por essa perda dolorosa e irreparável. “Exigimos rigor nas apurações de mais esse crime, para que os culpados sejam punidos. Vamos continuar nessa luta de cabeça erguida enfrentando o fascismo e o latifúndio selvagem”, concluiu.

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