Frei Anastácio defende taxação de ricos como saída para crise econômica

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirma, baseado em estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP), que taxar ricos é uma das saídas para acabar com a crise econômica do Brasil e  diminuir a desigualdade social.

“De acordo com o estudo da USP, essa estratégia de taxar  1% da população brasileira, que é a mais rica, e transferir esse dinheiro para os mais pobres, que representam 30% da população, pode elevar o PIB em até 2,4%”, comentou.

Frei Anastácio ressalta ainda que esse estudo prova que o crescimento econômico e a diminuição da desigualdade social não atrapalham um ao outro, pelo contrário, andam de mãos dadas. O estudo sugere que uma política social financiada, a partir de tributos cobrados dos 1% mais ricos, garante R$ 125 mensais para os 30% mais pobres.

Pobres com renda geram mais consumo

“O estudo mostra que os pobres gastam uma parcela maior de sua renda, cerca de 87%, enquanto os mais ricos, gastam 24%. Então se aumentarmos a renda dos mais pobres, haverá efeitos importantes no consumo”, comenta.

O estudo lembra ainda a importância da volta do auxílio emergencial, citando que o fim do auxílio emergencial causa de maneira abrupta um aumento da desigualdade e prejudica a capacidade de recuperação da economia.

“De acordo com o estudo publicado, deve ser pensado um programa que taxe ricos e redistribua esse valor para os pobres de forma permanente e sustentável, já que esse programa não contribuiria para a deterioração do Orçamento”, comentou.

A sugestão para taxar os ricos é eliminar a isenção da alíquota efetiva, fim da dedução de despesas de saúde e educação no Imposto de Renda, além da criação de uma nova faixa adicional de tributação para a população mais rica.

1 comentário

  • FLAVIANO JORGE
    11:06

    Deputado mal informado e demagogo. O rico sempre terá saída. No caso dos empresários eles certamente repassarão para os produtos. Ai se pergunta: Quem pagará. Lógico que será o consumidor final. Posicionamento demagogo.

Comentários

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