Vereador Renan Maracajá é preso na segunda fase da Operação Famintos

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A Polícia Federal na Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 22, em conjunto com a Controladoria-Geral da União – CGU/PB e com o Ministério Público Federal – MPF/PB, a segunda fase da Operação FAMINTOS, com o objetivo combater fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativos, corrupção e organização criminosa. O vereador Renan Maracajá (PSDC) foi preso por suspeita de envolvimento com as empresas beneficiadas pelo esquema. Maracajá foi o vereador mais votado nas últimas eleições, obtendo 4.977 votos.

A operação contou com a participação de 60 (sessenta) Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de 14 (catorze) mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 08 (oito) mandados de prisão, sendo 05 (cinco) mandados de prisão temporária e 03(três) mandados de prisão preventiva. Todos os mandados foram cumpridos na cidade de Campina Grande/PB. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Campina Grande/PB.

ENTENDA O CASO

A primeira fase da Operação FAMINTOS foi deflagrada no dia 24/7/2019, tendo contado com a participação de 260 (duzentos e sessenta) Policiais Federais e 16 (dezesseis) Auditores da CGU, Na ocasião, foram cumpridos 67 (sessenta e sete) mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 (dezessete) mandados de prisão.

Nesta segunda etapa, a Operação FAMINTOS visa ampliar a desarticulação do núcleo empresarial da organização criminosa, responsável pela criação de “empresas de fachada”, utilizando-se de pessoas que tinham consciência de suas situações na condição de “laranjas”.

As empresas, então constituídas em nome de pessoas que não eram as reais proprietárias e administradoras, eram utilizadas pelos criminosos para fraudar as licitações, conferindo um falso caráter competitivo aos processos licitatórios.

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