O agente de Polícia Federal (PF) Caio Márcio Ângelo de Sousa foi exonerado pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. A portaria foi publicada nesta sexta-feira, 16, no Diário Oficial da União (DOU). Nela, está escrito que o agente fez uso do cargo para obter benefícios políticos, o que constitui infração disciplinar segundo a lei que estabelece o regime jurídico de servidores públicos civis da União.
Caio da Federal, como ele é mais conhecido, foi candidato a deputado federal pelo PL no ano passado. Antes da campanha, em abril de 2022, outdoors assinados “pelos amigos” mostravam uma foto de Caio e os votos de parabéns. Apesar de o advogado do agente afirmar que era uma menção ao aniversário do policial que havia sido pouco tempo antes, as peças foram alvo do Ministério Público Eleitoral (MPE) que abriu um processo contra o agente por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.
Hoje, depois da publicação da exoneração de Caio, o advogado Aécio Farias comentou que o agente tem 26 anos de atividades na Polícia Federal e que a demissão é uma “manifesta, escancarada e absurda perseguição política unicamente por ter o policial apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro”. O advogado vai recorrer da decisão.
A justificativa da portaria de Flávio Dino é de que o desligamento do servidor foi realizado depois de um parecer dado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em processo administrativo que tramita no Ministério da Justiça. O texto menciona que Caio cometeu infrações disciplinares “ao valer-se do cargo com o fim, ostensivo ou velado, de obter proveito de natureza político-partidária”.
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