Flávio chama Renan de vagabundo e ouve “moleque” como resposta; veja

O bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) continou após o fim da reunião da CPI da Covid nesta quarta-feira (12). Durante a sessão, Flávio chamou Renan de “vagabundo”. Após a suspensão do encontro pelo presidente Omar Aziz (PP-AM), Renan foi para cima de Flávio com dedo em riste e chamando o filho do presidente de moleque.

 

 

A discussão se deu na reunião da CPI que tinha como objetivo ouvir o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten. Houve muitas reclamações dos membros da CPI porque Fábio mudou seu discurso em relação ao que dissera à Revista Veja. Para a publicação, ele chegou a acusar o governo federal de incompetência por ter recusado, em setembro do ano passado, a oferta de vacinas da Pfizer. Hoje, na CPI, ele negou que tivesse feito esse comentário, gerando o pedido do relator, Renan Calheiros, para que a revista divulgasse o áudio da entrevista de Wajngarten.

De acordo com a gravação, que foi tornada pública hoje à tarde, o publicitário disse: “Incompetência, incompetência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando uma negociação e você tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é 7 a 1”, diz Wajngarten no áudio divulgado.

Os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros, respectivamente presidente e relator da CPI da Pandemia, discutiram após Renan pedir a prisão em flagrante do depoente Fabio Wajngarten por mentir à comissão. Omar rejeitou o pedido.

“Não sou carcereiro de ninguém. Temos como pedir o indiciamento no relatório para ele ser preso, mas não por mim, e depois que for julgado. Aqui não é o tribunal de julgamento”, disse o presidente da CPI.

Renan argumentou que Wajngarten mentiu “descaradamente” em vários pontos de seu depoimento, em atitude que representaria “desprestígio” à CPI. Como Wajngarten falava na condição de testemunha, os atos configurariam flagrante de crime, argumentou o relator.

Já à noite, a reunião da CPI foi suspensa. Pouco antes disso, o senador Flávio Bolsonaro entrou na sala da comissão e em sua primeira e única participação elogiou a postura do presidente Omar Aziz, que negou os pedidos de prisão feitos contra Wajngarten, e foi para cima de Renan.

“Assistindo às oitivas há contradições de outros depoimentos. Mandetta mentiu aqui nesta mesa. O cúmulo do absurdo é vermos uma pessoa honesta, falando a verdade aqui […] Imagina um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como Renan Calheiros”, disse o filho do presidente.

O presidente da CPI, Omar Aziz , decidiu encaminhar ao Ministério Público o depoimento de Fabio Wajngarten, para que sejam apuradas possíveis mentiras ou falso testemunho do depoente, o que pode acarretar pena de reclusão.

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