Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Chairman da Light Infocon Tecnologia S/A, VP da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP.


Fim dos Shoppings Centers?

Mesmo antes da crise econômica gerada pela pandemia, os Shoppings Centers (ou Malls na nomenclatura americana) já vinham sentindo a “mudança de comportamento dos seus frequentadores”. Particularmente, nos Estados Unidos já havia “uma mudança cultural e econômica”, devido, dentre outros fatores (a exemplo do crescimento do comércio eletrônico), ao fechamento (ou pedidos de concordata) de algumas das principais redes de “lojas âncoras” (como as lojas de departamentos). Para dar uma ideia da importância destas “âncoras”, 60% – dos cerca de 1000 Malls ainda em funcionamento no território americano – dependem destas lojas para atrair consumidores.

Fim dos Shoppings Centers? (II)

No modelo de negócio adotado pelos americanos (e de forma semelhante aqui no Brasil), as “Lojas Âncoras” são primordiais para o funcionamento e sustentação, do modelo atual dos Shoppings, em especial nas cidades de porte médio, onde o fechamento dos Malls é mais acentuado. Com a pandemia este processo acelerou. Segundo um estudo do portal americano na Internet Fast Company (www.fastcompany.com) especializado no segmento de negócios, tecnologia e inovação “a crise econômica causada pelo COVID – 19 consolidou essa tendência e a tornou irreversível”. Para analistas do mercado varejista brasileiro, a tendência é acontecer algo semelhante no Brasil (na realidade já vinha, lentamente, acontecendo) e agora, aparentemente, vai se tornar mais agudo. Será o inicio do fim do modelo atual de Shopping Centers? Só o tempo e o comportamento dos consumidores no “pós-pandemia”, vão dizer.

Acelerando Startups

Nunca o crescimento de Startups (de base tecnológica ou não) foi tão importante, neste momento de crise que o mundo está passando. A criatividade, a flexibilidade e inovação destas empresas podem ajudar a economia mundial sair da situação causada pela pandemia, de uma forma mais rápida. Um dos “ingredientes” para que essa “massa de Startups” (atuais e futuras) cresça, são as “Aceleradoras”, que nada mais são que “organizações criadas com o objetivo de ajudar negócios em fase inicial a crescerem”. As grandes vantagens (tirando a parte dos recursos financeiros alocados) de uma Aceleradora de Startup é a rede de contatos (network) de negócios que ela trás, disponibilização de consultorias e mentorias, divulgação na mídia especializada e agregar credibilidade a empresa iniciante, perante o mercado no qual ela atua. Para facilitar a busca por uma Aceleradora, em vários países do mundo (Brasil incluído), o Crunchbase Rank (www.crunchbase.com) listou 100 Aceleradoras presentes nas Américas, como a brasileira “WOW” localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que já investiu em mais de 70 empresas e a “Start-Up” do Chile, reconhecida “como a maior Aceleradora da América Latina”, com investimentos em quase 2000 Startups. Vale a pena consultar a lista no endereço www.crunchbase.com/discover/principal.investors

Comércio de Roupas

E ainda no tema Startup, o segmento de vestuário tem visto surgir nos Estados Unidos um grande número de empresas que “estão mudando a maneira como se vende roupas usadas”, um segmento de mercado importante naquele país. O apelo é aumentar a reciclagem (fazendo pequenas modificações) e mesmo “reuso” para minimizar os danos ao meio ambiente, particularmente pelas roupas feitas com tecidos sintéticos, bem como diminuir o consumo de energia. As Startups voltadas para este segmento procuram “disponibilizar produtos seminovos ou usados para a venda, mudando o conceito histórico de brechó”, inclusive utilizando o e-commerce (comércio eletrônico) para ter alcance mundial, bem como trabalhando no “modelo de aluguel, com pagamento de assinatura mensal”. E parece que tem dado certo, visto o número crescente de investimentos nestas empresas. E a tendência já chegou ao Brasil, como a empresa “Roupateca” (www.aroupateca.com) de São Paulo, definida como “1º guarda roupa compartilhado Brasil”, que disponibiliza através de uma assinatura mensal, a escolha de uma determinada quantidade de roupas que podem ser utilizadas no mês. Com a crise econômica, esse tipo de empreendimento tende a crescer nos próximos meses. A conferir.

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