Denunciado por abuso sexual de crianças, o médico pediatra Fernando Cunha Lima negou nesta sexta-feira (6) todas as acusações e acusou as vítimas de estarem atrás de dinheiro.
A declaração prestada à imprensa, a primeira feita pelo médico desde o início das acusações, foram feitas quando ele saía da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e a Juventude da Paraíba, em João Pessoa, onde prestou depoimento nesta sexta-feira sobre as novas acusações que surgiram contra ele.
“Nego. Nego tudo sempre”, dissse Fernando Paredes Cunha Lima ao ser questionado por jornalistas na saída da delegacia.
Perguntado então porque as vítimas estariam fazendo denúncias contra ele, respondeu: “Aí eu não sei, em verdade, talvez atrás de dinheiro”.
Ao ser questionado novamente, negou que tenha acusado as vítimas de estarem atrás de dinheiro. “Eu não falei isso. Não bote palavras na minha boca”, disse.
Novo depoimento
Fernando Paredes Cunha Lima prestou um novo depoimento nesta sexta-feira (6) relativo a outro inquérito policial que investiga novas denúncias de abuso sexual de crianças contra ele. Fernando Cunha Lima deixou a delegacia por volta das 11h, acompanhado de um genro, advogados e um segurança.
A denúncia mais recente contra o pediatra, que está com suas atividades suspensas, envolve uma vítima, um menino de 3 anos. Até então, todas as vítimas eram do sexo feminino.
A mãe do menino denunciou nesta quinta-feira (5) que seu filho foi abusado pelo pediatra Fernando Cunha Lima, já acusado de uma série de abusos sexuais contra crianças. De acordo com a defesa das vítimas, a mãe foi ouvida na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude. Esta é a quarta denúncia registrada no novo inquérito policial contra o médico.
Segundo o advogado Bruno Girão, o inquérito já reúne as acusações de quatro vítimas: duas crianças, de sete e três anos; uma mulher que afirma ter sido abusada aos nove anos, nos anos 1990; e a quadrinista Thaís Gualberto, de 38 anos, sobrinha da esposa do médico, que relata ter sido abusada aos sete anos.
As vítimas que sofreram abusos na infância e hoje são adultas figuram no processo como testemunhas, devido à prescrição dos crimes.
O médico investigado, que atuava em João Pessoa, atendia a maioria das vítimas desde que eram bebês e contava com a confiança das famílias. Fernando Cunha Lima é um pediatra renomado na capital paraibana e tinha uma clínica particular no bairro Tambauzinho.
Além de Thaís Gualberto, outras duas sobrinhas do médico também afirmaram ter sido abusadas durante a infância, mas, como os crimes já prescreveram, elas também participarão do processo apenas como testemunhas.
Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco