Uma fábrica clandestina de linguiça foi interditada ontem em Bayeux por causa de várias irregularidades. Entre elas, o fato de serem usadas carnes estragadas na fabricação dos produtos e os funcionários estavam em situação degradante. Carnes espalhadas pelo chão, em tonéis improvisados, armazenados fora da temperatura adequada.
O delegado João Paulo Amazonas explicou que a equipe da 5ª delegacia distrital foi chamada para averiguar uma denúncia de furto de energia, mas se deparou com uma ocorrência ainda mais grave. “Constatamos que havia furto de energia em grande quantidade e que estava sendo direcionada a energia para um frigorífico clandestino. Havia insalubridade extrema, condições sub-humanas, rótulos falsificados de linguiças artesanais de frango e bode. Estavam usando carne podre e usando produtos químicos para mascarar o odor e ensacavam isso com película animal”, disse.
Os vizinhos reclamaram do intenso fedor exalado pela casa, que segundo a polícia, funcionava há mais de cinco anos. Nos fundos do imóvel, havia um matadouro clandestino onde foram encontradas várias carcaças de animais.
Dois funcionários que estavam no local foram ouvidos pela polícia e não usavam equipamentos de segurança. Nos fundos do imóvel, ainda havia, além dos restos de animais, fezes humanas expostas.
O advogado do proprietário do frigorífico compareceu à delegacia de Bayeux e prometeu que o cliente dele vai se apresentar à autoridade policial para responder pelo crime.