ETEV questiona pesquisa sobre sensação de insegurança nos ônibus

Sobre o resultado de uma pesquisa veiculado em rede nacional de televisão, apontando que em média a percepção da sensação de insegurança pelos passageiros do transporte público, no Brasil, alcança o percentual de 81%, sendo que na Região Metropolitana do Recife esse índice chega a 96%, o presidente da Ong ETEV (Educar para o Trânsito, Educar para a Vida) declarou que entende como incorreta a pergunta formulada pelos realizadores da referida pesquisa e que, por isto, a conclusão é inadequada.

O presidente da Ong ETEV, Luiz Carlos André, destacou que, embora não sendo especialista no campo da pesquisa científica, o bom senso indica que uma pergunta como a que foi feita é inapropriada para se tirar conclusão quanto ao sentimento da população em relação especificamente ao transporte coletivo sob o foco da segurança pública.

Você se sente seguro no TP?

A pesquisa foi solicitada pela UITP (União Internacional do Transporte Público), tendo como amostra 80 cidades brasileiras, auscultando quase 50 mil passageiros do transporte público.

Na contestação do presidente da Ong ETEV sobre a forma como a pergunta foi formulada, esta expressa no subtítulo acima (“Você se sente seguro no transporte público?”), ele pondera se esse mesmo resultado dos 96% dos passageiros responderam negativamente, também não o seria se se perguntasse “Você se sente seguro ao entrar em uma farmácia?” ou “Você se sente seguro quando está em uma praça?”.

Não é só nos ônibus

Luiz Carlos André justificou essa sua contestação e publicação da mesma porque “a divulgação do resultado de uma pesquisa assim, só falando do transporte coletivo, deixa parecer que é só nesse setor que as pessoas estão com a percepção de falta de segurança” – disse ele. E concluiu: – “Se formos analisar os dados específicos, mesmo se tratando de um setor cujos veículos assemelham-se a lojas móveis circulando por todos os pontos das cidades, vamos constatar que nele há bem menos motivos para esse sentimento de insegurança do que simplesmente se está nas ruas, nas casas lotéricas, nas praças, nas paradas dos ônibus etc”.

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