Eliza defende professora acusada de homofobia e aponta “julgamento imprudente”

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A suplente de deputada federal, vereadora Eliza Virgínia (PP), protocolou na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), nesta quarta-feira (22), um Voto de Solidariedade à professora de biologia, Lourdes Rumanelly Mendes dos Reis, que foi acusada de homofobia na internet. “A educadora vem sofrendo por intolerância religiosa e cristofobia, consequente de julgamento imprudente causado pela divulgação de fake news nas redes sociais e pela mídia”, justificou Eliza.

Eliza criticou o Voto de Repúdio apresentado na CMJP pela vereadora Sandra Marrocos contra a professora Rumanelly. “Apoiar o repúdio é ir contra a Bíblia e os ensinamentos de Cristo. Se a vereadora Sandra continuar acusando a professora de homofobia, vou acusá-la de cristofobia”, argumentou Eliza em suas redes sociais nesta quarta.

Para a vereadora Eliza, as acusações de homofobia tem causado danos morais e materiais a professora de biologia e teologia cristã. “Ora, onde está a tal diversidade religiosa que eles tanto defendem? Quando é cristão pra eles não vale? Não é de se esperar menos, quando por exemplo eles elegem ‘Leonardo Boff’ como ídolo cristão a ser aplaudido”, disse a parlamentar.

Eliza fez outros questionamentos. “Qual será o próximo passo? Repudiar a Bíblia? Eles querem fazer isso, mas não tem coragem, principalmente em se tratando de ano eleitoral. A professora fez senão pregar a palavra Deus”, disse.

Sobre o caso – Após suspeita de cometer crimes em declarações em uma live, a professora está sendo investigada formalmente pela Delegacia de Crimes Homofóbicos da Capital. Na semana passada, a Polícia Civil recebeu a denúncia formalizada pela Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados na Paraíba (OAB-PB), junto com entidades que presentam a comunidade LGBT.

Veja: Entidades LGBTQIA+ se posicionam contra professora acusada de homofobia

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