Edir desafia Rosas para acareação e diz que ata foi forjada

O secretário geral do PSB da Paraíba, Edir Mendonça, contradisse tudo que o presidente do partido, Ricardo Coutinho, e seu vice, Edvaldo Rosas, disseram à Justiça Eleitoral. Em seu depoimento no caso em que o deputado estadual Guilherme Almeida pede para se desligar do PSB sem punição, Edir afirmou que a ata – cujo conteúdo proibia Guilherme ou qualquer outro deputado estadual da sigla de assumir um cargo no Governo do Estado – foi forjada.

"Só existe uma ata, que é a administrativa. É aquela que foi homologada no TRE", disse Mendonça, jogando por terra a tese levantada por Ricardo Coutinho e Edvaldo Rosas, segundo os quais duas atas seriam, costumeiramente, lavradas nas reuniões do PSB: uma administrativa e outra política.

Sendo ainda mais contundente em seu depoimento, Edir Mendonça desafiou Edvaldo Rosas para uma acareação na Justiça Eleitoral. Ele acrescentou que no dia 26 de novembro de 2008 não foi discutada qualquer proibição aos deputados de assumirem cargos no Governo do Estado. Segundo ele, essa discussão só aconteceu depois que José Maranhão conseguiu, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o direito de governar a Paraíba.

Bomba – A advogada e suplente de deputada estadual Nadja Palitot, que prometia apresentar uma "bomba" tão logo terminasse seu depoimento à Justiça Eleitoral, saiu-se com um exemplar do Jornal O Norte de 2001 noticiando uma denúncia de fraude a ata partidária contra Ricardo Coutinho.

À época no PT, o então deputado estadual era acusado de fraudar documentos do partido para tirar proveito próprio.

O exemplar do impresso será apresentado por Nadja ao juiz Aloízio Bezerra na próxima quarta-feira, quando ela deve depor no caso Guilherme Almeida. Nadja sustenta a tese de que Ricardo Coutinho tem antecedentes em forjar atas e acredita que será mais fácil, com isso, provar que a ata do PSB teria sido modificada para prejudicar Guilherme Almeida.

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