Mauricélio Avelino

Mauricélio Avelino Alves é administrador de Trade Business e Comércio Exterior. Voluntário atuante da causa animal, amante da música e apaixonado por séries


Dia dos Pais

Dia dos pais para alguns, convenção social para uns, celebração para outros. Nunca tive o meu pai, não o conheci direito, ele não deixava. Era rude, muito grosso ao seu modo e gosto. Por um outro lado, meu pai também nunca me teve (o destino o levou bem antes de tudo acontecer – mas também não sei dizer se eu toparia o desafio, com o pensamento formado e dado a este exato momento). Ele nos deixou quando eu era ainda muito pequeno (incompatibilidade de gênios com a minha sempre independent woman mãe, e comecei a entender tudo na vera na base da velha porrada enquanto crescia e vivia muitos dissabores.

A figura paterna é definitivamente uma lacuna que diariamente procuro preencher em mim. Em alguns momentos com sucesso (na figura de amigos do sexo masculino que usualmente não frequentam o meu circuito mais próximo), talvez em algumas figuras de fixação e atração física envoltos de traços de fisionomia rústica, outros não. Talvez, a usual e “tradicional” imagem do “rei do lar” seja realmente vital para a formação do ser também inserido no contexto da cadeia repetitiva e talvez já bem desgastada vida familiar.

Acredito piamente que a educação vem de casa e que a a instrução, sim, está tão e somente na escola! Algumas lembranças de minha idas a contra gosto para a casa dele, pra aguentar sem dar por mim do que se tratava, os “insultinhos bestas” da minha ex-madrasta, as madrugadas em que o via acordar para sair pra jogar em cassinos e tomar a velha e assassina cachaça.

Ele tinha planos para mim. Eram coisas para as quais eu certamente não teria vocação (e nem sei se suportaria caso não me permitisse sair da realidade que nunca me comportou) como você que me conhece pessoalmente bem pode comprovar.

Talvez eu tenha conseguido algo no que dizia respeito a buscar ser honesto e justo, certamente será a jornada almejada por quem quer o bem. Minha mãe se desdobrou em mil para dar o resultado do que sou hoje. Se afetado, amargo ou ácido demais….deixe estar! Talvez eu não tenha culpa, a gente não dita o que não quer de caótico para o nosso ser.

Voltando à data dedicada aos pais, vejo casais saindo com crianças ainda em fase de crescimento, atendentes de lojas me desejando “Um feliz dia dos pais” e espero sinceramente que uma boa percentagem dos incontáveis que vi hoje, possam em meio a todo modismo (leia-se tradição), modernidade e tecnologia que nos separam aos poucos e tanto como um todo, encontrar esse tempo que não tive para conhecer o meu pai, e quem sabe com sorte realmente se conectem com os seus PAIS!!!

Dia dos Pais

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