Dez suspeitos de desviar dinheiro da Assembleia do PR são presos em operação

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), do Ministério Público Estadual do Paraná, prendeu na manhã deste sábado dez pessoas suspeitas de integrarem um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado por meio da nomeação de funcionários fantasmas.

A operação contou com a participação de promotores e policiais e foi batizada de Ectoplasma. Entre os presos, estão o ex-diretor-geral da Casa, o empresário Abib Miguel, conhecido como Bibinho, e dois dos seus ex-colaboradores na administração da Assembleia, Cláudio Marques da Silva e José Ary Nassif.

Marques da Silva também foi autuado por porte ilegal de arma. Na casa dele, foram encontrados cerca de R$ 200 mil em dinheiro. Na casa de Bibinho, outros R$ 50 mil. Num depósito do bairro Seminário, em Curitiba, outra equipe do Gaeco apreendeu 73 veículos, entre eles modelos antigos, pertencentes a Bibinho.

As prisões temporárias, com duração de cinco dias, prorro

gáveis por mais cinco, foram concedidas a pedido do Ministério Público Estadual pelo juiz designado da Vara de Inquéritos Policias de Curitiba, Aldemar Sternadt.

A Assembleia está sendo investigada pela suspeita de abrigar um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo nomeações de funcionários fantasmas por meio de atos secretos e depósitos milionários na conta dessas pessoas. Os outros sete detidos também são suspeitos de envolvimento no esquema.

O coordenador estadual dos Gaecos no Paraná, procurador Leonir Batisti, disse que a prisão dos suspeitos foi motivada durante as investigações, iniciadas há 40 dias, por indícios de crimes de peculato (quando servidor se apropria de dinheiro público), formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.

Na casa dos suspeitos presos também foram apreendidos, em cumprimento a mandados de busca e apreensão, documentos que podem auxiliar na continuidade das investigações.

Em depoimentos, já prestados anteriormente, todos os suspeitos optaram por permanecer em silêncio durante os interrogatórios feitos pelos promotores do Gaeco.

Folha Online

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