Depois de discutirem sobre educação e sexualidade, vereadoras se abraçam na Câmara

Foi uma manhã de muito debate entre as vereadoras Sandra Marrocos (PSB) – representando a esquerda – e Eliza Virgínia (Progressistas), representante da direita. O motivo da discussão foi assunto tratado desde ontem no plenário da Câmara, a Semana da Diversidade, realizada na Escola Técnica Integral de Mangabeira e durante a qual dois rapazes gravaram um vídeo no qual dançam juntos de maneira sensual. Além disso, Eliza chegou a dizer que os alunos de outra escola, nos Bancários, foram orientados a se vestirem como se tivessem o sexo oposto sob pena de pagarem multa de R$ 5.

“Existe sim doutrinação marxista nas escolas técnicas integrais do Estado da Paraíba. Elas mantém os adolescentes das 7h às 17h com várias oficinas que têm doutrinação ideológica no que diz respeito à LGBT, discriminação, etc. E isso não pode existir. Há pais que não gostariam de ver um casal dançando de maneira sensualíssima na frente de seus filhos. É como se eu fosse para uma igreja vestindo um biquini. É inadequado!”, disse a parlamentar, que compareceu ontem na Escola Técnica de Mangabeira.

Sandra Marrocos, por outro lado, se disse indignada com a atitude de Eliza e defendeu os profissionais da educação que trabalham na Escola Técnica: “Ela misturou assuntos e disse inverdades. Eu presto solidariedade a todos os servidores, professores e diretores da escola, que tem nota 4,8 no Ideb. A Semana da Diversidade discutiu a questão dos negros da diversidade religiosa, mercado de trabalho, cidadania, feminicídio, etc e a vereadora não falou nada, mas quando se tratou de cidadania LGBT ela não gostou. A sexualidade é questão de foro íntimo e só diz respeito às pessoas que se relacionam. Ela disse que recebeu uma denúncia de que a escola estaria obrigando os meninos a irem vestidos de menina e as meninas, de meninos. É uma inverdade! Ela deveria ter se retratado. O que houve foi um trote em que uma vez por semana iriam vestidos diferente: de gótico, de brega, de homem, de mulher… só participava quem queria, mas a vereadora desconstruiu tudo. E ainda perguntou quem eu era na fila do pão. Eu sou aquela que incomoda, querida!”.

Eliza foi questionada sobre essa pergunta da “fila do pão” e respondeu: “Sandra quer pautar meu mandato e eu reagi perguntando quem era ela na fila do pão para querer mandar nas minhas ações”.

Depois de muita discussão, inclusive em frente às câmeras e smartphones no comitê de imprensa, Sandra e Eliza se abraçaram, mas não se sabe se a paz foi selada.

Depois de discutirem sobre educação e sexualidade, vereadoras se abraçam na Câmara

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