Depoimento de irmãs “fantasmas” será confrontado com documentação

Até as 22h de ontem, o depoimento das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento da Silva à Polícia Legislativa do Senado, iniciado sete horas antes, ainda não havia terminado. Elas denunciaram ao Ministério Público e à imprensa que foram contratadas pelo Senado sem terem conhecimento disto. A contratação teria sido feita pela funcionária do Senado Mônica da Conceição Bicalho, assessora do senador Efraim Morais (DEM-PB).

Com base no que foi publicado nos meios de comunicação, a Polícia Legislativa do Senado abriu uma ocorrência para averiguar os fatos. O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, informou que, se for constatado que houve crime, poderá ser aberto um inquérito. Durante o depoimento das irmãs, ele disse à imprensa que a Polícia do Senado iria solicitar documentos para confrontar com os depoimentos prestados.

Kelriany havia relatado à imprensa ter descoberto que era funcionária do Senado ao tentar abrir uma conta bancária. O banco informou-as de que o salário depositado mensalmente era de R$ 3,8 mil por mês, Elas já teriam até recebido uma promoção. Os recursos seriam movimentados, sem o conhecimento delas, pela assessora de Efraim

A polícia do Senado ainda não tem data marcada para ouvir Mônica da Conceição Bicalho. Segundo as irmãs, a funcionária de Efraim teria oferecido às duas uma ajuda de custo para o pagamento dos estudos e anotado seus dados. Logo após a denúncia da imprensa, Mônica divulgou nota dizendo ter solicitado ao chefe de gabinete do senador a contratação de ambas para realização de serviços externos à Casa.

Pedro Araújo informou que após a tomada dos depoimentos, havendo motivo para abertura de inquérito, e somente no caso de haver citação do nome de qualquer senador, o caso poderá ser encaminhado para a Corregedoria do Senado, cujo titular é o senador Romeu Tuma (PTB-SP).

Pedro Araújo disse ainda não haver elementos até o momento que justifiquem a acareação entre as irmãs e Mônica Bicalho.

Na terça-feira (18), quando a denúncia veio a público, o senador Efraim Morais solicitou a exoneração de ambas à Diretoria Geral do Senado.

 

Agência Senado

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