Delegado diz que inquérito sobre acidente na Epitácio Pessoa será concluído dentro do prazo

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O delegado Alberto do Egito, Titular da Segunda Delegacia Seccional de Polícia Civil da Paraíba, disse nesta sexta (5) que o inquérito que apura o grave acidente ocorrido na Avenida Epitácio Pessoa na última segunda-feira (1º) será concluído em 30 dias, dentro do prazo legal, e remetido à Justiça.

Alberto do Egito está conduzindo a conclusão do inquérito que teve as diligências iniciais realizadas pela delegada Roberta Neiva. Em entrevista à imprensa local, ele confirmou que o motorista que provocou o acidente, Raimilson Tadeu da Silva Pereira, compareceu ontem à Central de Polícia acompanhado do seu advogado, mas fez valer o seu direito constitucional de ficar calado e prestar esclarecimentos apenas à Justiça.

A partir de agora, o delegado deverá analisar os depoimentos de testemunhas e outras peças do Inquérito, como as imagens de vídeo do bar onde o acusado se encontrava momentos antes do acidente, e fazer o seu relatório para a Justiça. “Nós temos o prazo legal que é de 30 dias, mas acredito antes mesmo do final desse prazo estremos enviando o inquérito concluído à Justiça. A Polícia Civil já fez a sua parte e agora o caberá ao Judiciário determinar e tomar as providências cabíveis ao caso”, esclareceu o delegado Alberto do Egito.

Segundo apurou a investigação realizada pela Polícia Civil, o condutor do veículo foi flagrado em vídeo consumindo nove cervejas em um bar, minutos antes de causar a tragédia na Epitácio Pessoa. Ele cruzou o sinal vermelho e atingiu um carro com um casal de idosos, cujo veículo acabou batendo em outro que trafegava pela Epitácio Pessoa. Transeuntes que passavam no momento também foram atingidos e, ao todo, cinco pessoas ficaram feridas no acidente.

O motorista Raimilson Tadeu da Silva Pereira, de 31 anos, não prestou socorro às vítimas e se evadiu do local do acidente, permanecendo sem fazer contato com a política até ontem (4), quando procurou a Central de Polícia com seu advogado.

Segundo a delegada Roberta Neiva, que fez as primeiras investigações, o crime não é mais apenas uma lesão corporal no trânsito, que a pena é menor. “Ela vai de 1 a 5 anos em virtude da embriaguez e do fato de uma das vítimas está internada em estado grave no hospital, o que foi constatado através de exame pericial”, destacou.

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