Delegado diz que estudante pode ter sido morta por recusar relações sexuais com suspeito

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O delegado Rodolfo Santa Cruz, responsável pelas investigações do assassinato da estudante de medicina Mariana Thomáz Oliveira, disse nesta segunda-feira (14) que ela pode ter sofrido tentativa de violência sexual por parte de Johannes Dudeck, preso como principal suspeito pelo assassinato. Essa seria uma das hipóteses para o assassinato da estudante, ocorrido no último sábado.

“Ele pode ter tentado manter relações sexuais com ela e por uma eventual recusa, ele a esganou. Isso é uma hipótese que a gente levanta para buscar encontrar uma motivação”, disse o delegado.

A polícia aguarda agora a chegada dos laudos que podem elucidar o crime.

A advogada da família de Mariana, Dayane Carvalho, disse que ela, em mensagens em grupos de whatsapp, ela relatou a amigas que Johannes tentou, durante um encontro, ter relações com ela, mas ela não aceitou e ele ficou aborrecido.

Johannes Dudeck, de 34 anos, foi transferido na manhã desta segunda-feira (14) para uma prisão especial, no Valentina. Como ele tem curso superior, ele ficará em um presídio de regime especial.

Johannes Dudeck foi preso em flagrante no sábado (12) pela Polícia Civil suspeito de ter praticado feminicídio contra Mariana Thomaz. O corpo de Mariana foi encontrado no sábado, 12, no apartamento do suspeito no bairo do Cabo Branco, em João Pessoa.

A equipe da delegacia de plantão foi até o local do crime após o próprio suspeito ligar para a Polícia e informar que a estudante havia sofrido uma convulsão, mas ao chegar ao apartamento percebeu sinais de que a vítima tinha sido morta por estrangulamento.

“Johannes Dudeck foi conduzido até a Central de Polícia para prestar esclarecimentos e, após a confirmação da perícia de que a morte da estudante foi causada por esganadura, ele foi preso em flagrante.

Em depoimento, o suspeito negou o crime, mas foi recolhido à carceragem da Central de Polícia para aguardar a audiência de custódia. Após a custódia, que foi realizada ainda no domingo, 13, a Justiça converteu prisão em flagrante em prisão preventiva. O suspeito foi transferido para um presídio da capital e novas diligências serão realizadas. O inquérito foi transferido do plantão para a Delegacia de Homicídios de João Pessoa.

Mariana Thomaz de Oliveira tinha 25 anos e era natural do Ceará. Ela estava residindo em João Pessoa, onde fazia o curso de medicina em uma faculdade particular. O corpo da jovem foi enterrado na tarde de ontem na cidade de Lavras de Mangabeira (CE).

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