Defesa argumenta que não há enriquecimento de ex-diretoras do Padre Zé

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A defesa das ex-diretoras do Hospital Padre Zé, Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte da Silva Dantas, emitiu uma nota para comentar os motivos da prisão de ambas, efetuada ontem, na segunda fase da Operação Indignus do Gaeco. A tese da defesa é que “apesar da vastidão de documentos colecionados na operação Indignus, nenhum elemento probatório dá conta de que as mesmas de algum modo tenham locupletado-se pessoalmente ou por meio de terceiros, de verbas oriundas do Hospital Padre Zé, sendo certo que, tais afirmações podem ser percebidas desde já, mas contudo, serão devida e cabalmente comprovadas no curso processual”.

Jannyne era diretora administrativa do Hospital Padre Zé e Amanda, tesoureira. Elas foram presas ontem quando se deslocavam de carro para Natal. A Polícia Rodoviária Federal identificou as duas que foram detidas e encaminhadas para João Pessoa, onde passaram por audiência de custódia.

Jannyne está presa na Penitenciária Júlia Maranhão e Amanda cumpre prisão domiciliar porque tem um filho de quatro meses.

As prisões das ex-funcionárias aconteceram por decisão do desembargador Ricardo Vital. “Existe a possibilidade de ocorrerem novas fraudes em relação aos valores obtidos por meio de empréstimos, com cifras milionárias, pactuados pelo presidente das instituições, Egídio de Carvalho Neto e suas convivas Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte Silva Dantas, uma vez que os valores não foram cristalinamente contabilizados junto aos cofres das instituições, além dos indícios de confusão patrimonial envolvendo os ex-gestores, ora investigados, os quais podem estar no usufruto e proveito dos frutos obtidos com as práticas delitivas reiteradas”, diz a sentença do magistrado.

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