O corpo de Maria Rosália Gonçalves Mendes, de 26 anos, sepultado em Itambé, Pernambuco, foi violado e queimado por populares na madrugada deste sábado, 19. Ela morreu na madrugada de quinta-feira, 17, no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, para onde havia sido levada no dia 20 de setembro, depois de ser atingida por 14 disparos efetuados por policiais militares. Rosália havia sido denunciada por vizinhos que ouviram gritos do filho dela, de 6 anos, que foi morto e decapitado pela mãe no apartamento onde ambos moravam em Mangabeira IV.
O cadáver da mulher foi retirado por familiares no Instituto Médico Legal (IML) na tarde da quinta-feira e de lá foi levado por eles para o sepultamento na cidade natal, que faz divisa com o município paraibano de Pedras de Fogo.
O que se sabe sobre o episódio de hoje é que pessoas não identificadas abriram a cova onde estava o corpo de Rosália e atearam fogo no cadáver.
Internação longa – Maria Rosália permaneceu internada em estado grave por 28 dias em decorrência dos ferimentos causados pelos disparos com os quais foi atingida. Os policiais militares informaram que ela estava fora de si e teria partido para cima dos PMs com uma faca. Nesse momento, eles atiraram para contê-la.
Rosália morava em João Pessoa desde 2020. Ela era natural de Itambé, em Pernambuco.
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