Construção civil quer gerar 15 mil empregos com melhora econômica no 2º semestre

A indústria da construção civil espera que o segundo semestre de 2019 seja o momento em que a economia já esteja mais aquecida e estabilizada com as reformas propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A expectativa é a recuperação de 15 mil vagas de emprego na Paraíba e 1 milhão de postos de trabalho em todo o Brasil, no setor. As expectativas da construção civil foram relatadas pelo vice-presidente de assuntos imobiliários do Sinduscon-JP, Francisco Antônio, em entrevista exclusiva ao ParlamentoPB.

“Logo após as eleições, começamos a detectar uma melhoria no mercado imobiliário. Começou a realmente haver uma procura (por imóveis) que até então estava estagnada. A expectativa para esse ano de 2019, especialmente a partir do segundo semestre, é que a economia já esteja bem mais aquecida em função das reformas econômicas que estão no Congresso Nacional. E isso vai permitir que o segmento da indústria da construção civil volte a gerar emprego e a nossa meta é gerar um milhão de empregos, dentro de um ano, no segmento da indústria da construção civil no Brasil. Na Paraíba, a expectativa é gerar em torno de 15 mil empregos, número que nós perdemos com a grande crise econômica que aconteceu por volta de 2015 e 2016”, explicou o vice-presidente de assuntos imobiliários do Sinduscon-JP, Francisco Antônio.

Ele disse que o mercado aguarda as soluções da organização governamental para dar início a uma nova fase na geração de emprego e renda com a construção civil. “Esperamos que nesse segundo semestre as coisas já estejam resolvidas do ponto de vista de organização governamental, que a Caixa Econômica já esteja financiado as obras a todo vapor, que o crédito imobiliário volte aos bancos privados e, assim, nós possamos ‘startar’ a questão do emprego e da renda e da economia na Paraíba.”

Francisco Antônio também revelou que há expectativa nas liberações pela Caixa. “A Caixa ainda não está a 100%. Posso dizer, seguramente, pelo que a gente tem acompanhado nas agências da Caixa, que ela está a ‘conta-gotas’. O governo está com expectativa de depois do Carnaval começa a liberar recursos com maior volume de dinheiro do FGTS. Isso estou falando de dinheiro do FGTS com subsídio porque dentro do (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que é aquele recurso da caderneta de poupança, esse aí a Caixa tem dinheiro e os bancos privados tem dinheiro. O grande problema está sendo dinheiro do FGTS com subsídio: esse não chegou ainda.”

O vice-presidente de assuntos imobiliários do Sinduscon-JP também contou que essa falta de repasses afeta toda a economia, do pequeno ao grande empresário. “Porque isso é uma cadeia produtiva que funciona e na hora que uma parte dessa cadeia, no caso um ‘dente’ dessa cadeia é quebrado, os pequenos empresários deixam de vender, deixam de produzir, deixam de gerar empregos e também deixam de comprar. Com isso, todo o segmento da indústria da construção civil é afetado.”

Ele completou dizendo que o mercado espera as liberações da Caixa para os próximos 30 dias. “Nossa expectativa é que nos próximos 30 dias a Caixa já esteja recebendo recurso do Governo Federal para poder aplicar na construção civil, principalmente em habitações para baixa renda, e isso possa dar um aquecimento no mercado como um todo.”

Já no lançamento do 2º Festival da Casa Própria, ocorrido na noite da quarta-feira (20), no auditório do Sebrae, em João Pessoa, 40% dos estandes que vão de 16m2 a 84m2 foram adquiridos por construtores e empresas imobiliárias. Esses investidores estão convictos do sucesso do evento que ocorrerá entre os próximos dias 17 e 21 de julho, no Espaço Cultural, na Capital.

Construção civil quer gerar 15 mil empregos com melhora econômica no 2º semestre

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