Conselhão da UFPB recebe denúncia e convoca Valdiney para se defender

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Depois de uma reunião que começou pela manhã e terminou à tarde, o Consuni, Consepe e Conselho Curador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram receber a denúncia formulada contra o reitor Valdiney Gouveia e a vice, Liana Filgueira pelo “Comitê de Mobilização pela Autonomia e contra a Intervenção na UFPB”. A denúncia é feita em um dossiê com 35 páginas que aponta “autoritarismo e o caráter antidemocrático do processo de intervenção na UFPB”, como explicou a Associação dos Docentes da UFPB. Além disso, ficou estabelecido que na próxima reunião do Conselhão, no dia 14 de junho, o reitor deverá estar presente para se defender.

O dossiê contra o reitor da UFPB é dividido em cinco eixos:

1. Repressão e censura no ambiente acadêmico;

2. Perseguição a entidades e movimentos democráticos;

3. Precarização das condições estudantis e da comunidade que trabalha na UFPB;

4. Alinhamento ideológico com a extrema-direita e desrespeito à liberdade, à diferença e ao pluralismo;

5. Usurpação e esvaziamento das atribuições e competências dos Conselhos Superiores

A chegada de Valdiney à reitoria tem sido criticada desde o início. Entidades representativas dos professores, servidores e estudantes se opuseram à nomeação dele que foi o terceiro colocado na lista tríplice formada em uma consulta à comunidade acadêmica. Por causa da quebra da tradição de nomeação do candidato mais votado, os adversários passaram a chamar o reitor de “interventor”.

Entre as queixas reunidas no dossiê, no item “Repressão e censura”, são citados fatos como o impedimento de afixação de faixas de uma manifestação realizada pela ADUFPB em março deste ano e a abertura de inquérito administrativo disciplinar contra estudantes do Centro de Biotecnologia (CEBIOTEC) que publicaram uma carta aberta contra “a intervenção” e a nomeação de um docente daquele centro para “a equipe interventora”.

Depois de concluso o processo que poderá aprovar a destituição do reitor da UFPB, ele será remetido ao ministério da Educação e caberá ao ministro Camilo Santana definir se Valdiney Gouveia será destituído ou se permanece à frente da instituição.

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