Conde: Renúncia de “Boca Louca” será lida segunda, mas 1º suplente está preso e 2º, processado

Como se fosse uma novela em que os capítulos se tornam mais dramáticos a cada dia, a Câmara do município de Conde, na Grande João Pessoa, deve assistir a mais complicações nos próximos dias. Com a renúncia do vereador Fernando Araújo, mais conhecido como Fernando “Boca Louca”, indiciado na Operação Cavalo de Tróia por se apropriar de salários de assessores, e o fato do primeiro suplente, Flávio Melo, mais conhecido como “Flávio do Cabaré”, estar preso por exploração sexual, o terceiro suplente também pode enfrentar problemas caso seja convocado para assumir a vaga. É que Luiz Severino de Paula, o “Luiz de Bihino” responde por estelionado majorado.

O presidente da Câmara, Carlos Oliveira, o “Manga Rosa”, disse neste sábado ao ParlamentoPB que a Casa Legislativa vai cumprir o regimento: “Vamos cumprir o regimento. Na segunda-feira à tarde, na sessão ordinária, será lida renúncia de Fernando Araújo em plenário. A Câmara tem 48 horas para convocar o suplente, Flávio Melo. Depois de convocado, ele tem 15 dias para comparecer e tomar posse. Se isso não acontecer, vamos chamar o terceiro suplente, que é Luiz Severino”, disse.

Flávio do Cabaré está preso no 5º Batalhão de Polícia Militar. Ele a a esposa,Janaína da Silva Vieira, tiveram a prisão preventiva decretada pelo Juízo da 2ª Vara Mista de Sapé, acusados dos crimes previstos nos artigos 228 (favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual), 229 (casa de prostituição), 230 (rufianismo) e 288 (associação criminosa). Se o suplente conseguir ser solto nas próximas duas semanas, não teria dificuldades para tomar posse: “Não há impedimento para ele assumir até agora. Só se a Justiça disser o contrário”, acrescentou “Manga Rosa”.

Em relação aos vereadores Ednaldo Barbosa da Silva, o “Naldo Cell”, e Malbatahan Pinto Filgueiras Neto, o “Malba de Jacumã”, que cumprem prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica depois de serem denunciados por fazer parte do esquema de “rachadinha”, a Câmara não declarou vago nenhum dos dois cargos: “Não chegou nenhuma informação deles à Câmara ainda. Eles estão afastados e soubemos disso pela imprensa, mas precisamos ser comunicados oficialmente pela Justiça”, enfatizou o presidente.

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