Concurso da PM terá 600 vagas em cinco municípios

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, anunciou ontem que o concurso público que será realizado neste ano pela Polícia Militar (PM) da Paraíba vai oferecer 600 vagas para soldados distribuídas em núcleos de formação e aperfeiçoamento de praças em cinco cidades: João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Patos e Guarabira. Os interessados deverão ter entre 18 e 30 anos. Ele acrescentou que o edital, que já está sendo elaborado, será concluído até o final de março e divulgado em abril. Conforme informações da assessoria da PM, o salário inicial do soldado é de R$ 2.548. Haverá um curso de formação com duração de nove meses, num total de 1.200 hora/aula. A aplicação das provas objetivas está prevista para junho e os exames físicos, médicos e psicológicos deverão ser realizados em julho.
 
Ainda segundo o comandante-geral, a realização do exame foi autorizada pelo Governo do Estado para aumentar a qualidade da segurança pública na Paraíba. “O governador autorizou 600 vagas e nós vamos realizar esse processo seletivo com o intuito de trazer mais segurança, de ter mais policiais nas ruas”, disse Euller, durante entrevista concedida no evento que marcou a comemoração dos 182 anos de existência da PM e veiculada pelo JPB 1ª edição.
 
As regras da seleção serão definidas por uma comissão formada pelos próprios militares. As vagas serão distribuídas em diversas cidades do Estado. Com a chegada dos novos policiais, o efetivo da PM vai subir para 9.840 integrantes.
 
Apesar disso, o total de policiais militares da Paraíba ainda está abaixo do que determina a lei. É o que explica o presidente do Clube de Oficiais da Polícia e Bombeiro da Paraíba, coronel Francisco Assis. “A Lei Complementar 87, sancionada em 2008, já determinava que o efetivo da PM fosse de 18 mil pessoas. A quantidade foi definida com base no tamanho da população.
 
Mas já se passaram mais de 5 anos, a população cresceu e a corporação ainda possui a metade do que é exigido por lei”, afirma.
 
O coronel Francisco de Assis também questiona a quantidade de vagas ofertadas pelo concurso. “Pelo déficit existente no efetivo da PM e pela insegurança que existe no Estado, a expectativa é que esse concurso anunciado pelo governo ofertasse um número maior de vagas”, lamentou.
 
O comandante da PM, Euller Chaves, foi procurado pela reportagem do JORNAL DA PARAÍBA, para comentar as declarações feitas pelo presidente do Clube de Oficiais, mas ele não foi localizado.
 
ÚLTIMA SELEÇÃO – O mais recente concurso de soldados feito pela PM ocorreu em 2008 e ofereceu mil vagas, sendo 940 para homens e 60 para mulheres. As vagas foram distribuídas pelas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Guarabira e Cajazeiras. A seleção foi realizada por meio de convênio firmado com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Fundação Universitária de Apoio ao Ensino (Furne).
 
O processo seletivo constou de provas escritas, de aptidão física, psicológica e ainda a avaliação médica. A candidata precisava ter altura mínima de 1,65 m, enquanto que os homens tinham que medir, no mínimo, 1,70 m. A taxa de inscrição foi de R$ 40.
 
Nas provas escritas, foram explorados assuntos ligados a língua portuguesa, matemática, História da Paraíba, Geografia da Paraíba e Noções Básicas Necessárias à Atividade Policial Militar.
 
No teste de aptidão física, os candidatos tiveram que realizar flexões de braços, corridas, exercícios abdominais e saltos. Em seguida, foram submetidos a exames psicológicos. Os aprovados em todas as etapas foram matriculados em curso de formação, com duração de seis meses.
 
Segundo o coronel da Polícia Militar Francisco Castro, que atuou como subcomandante da corporação até dezembro do ano passado, o Governo do Estado convocou uma quantidade de concursados acima da prevista em edital. “Todos os mil aprovados, que ficaram dentro das vagas, foram convocados.
 
Em seguida, chamaram outros 300 e, depois, mais uns 250. Estão todos nas ruas e em ação”, ressaltou.
 
 
 
Jornal da Paraíba

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