Com assessor preso por atos antidemocráticos, Cabo Gilberto diz que não vai exonerar servidor

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Um assessor do deputado federal eleito Cabo Gilberto está entre os paraibanos presos por atos antidemocráticos ocorridos no domingo (8) em Brasília. Cabo Gilberto confirmou ao ParlamentoPB que o seu assessor preso é Anderson Novais.

O parlamentar disse que não vai exonerar o seu assessor e que confia nele plenamente. Disse que ele não foi preso em flagrante, que estava no QG do Exército. Ainda segundo Cabo Gilberto, Anderson foi preso um dia depois, de “forma ilegal e arbitrária”.

“Confio 100% no meu no meu assessor, já conheço ele há bastante tempo, participou aqui de várias manifestações contra o governo Dilma, a favor do impeachment e nunca quebrou um copo sequer. Não vou exonerá-lo até que haja o devido processo legal, que acabou no nosso país. Se ele aparecer quebrando algo, irei exonerar na hora”, afirmou, completando que está dando toda atenção aos presos e às famílias de todos os paraibanos.

Os atos antidemocráticos dos quais Anderson participou culminaram na depredação de prédios dos Três Poderes: Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), causando milhões de prejuízos aos cobres públicos.

Assessora de vereador de JP também está presa

Entre os presos também está outra assessora, servidora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Fabíola do Nascimento, lotada no gabinete do vereador coronel Sobreira.

A Câmara Municipal de João Pessoa, entretanto, afastou, nesta sexta-feira (13), Fabíola do Nascimento, detida pela polícia, em Brasília, por suposta participação nos atos antidemocráticos, no Distrito Federal.

O presidente do Legislativo pessoense, Dinho Dowsley (Avante), disse que o caso será acompanhado pela Procuradoria da Câmara e que confia na Justiça. “Tomamos conhecimento do episódio nesta quinta-feira, por meio da imprensa. A assessora parlamentar está de férias e não tinha no seu histórico qualquer fato que desabonasse a sua conduta. Pelo que apurei, ela está de férias e viajou a Brasília por conta própria. É senhora dos seus atos e responde por eles, mas não vamos condenar ninguém por antecipação. Vamos esperar o posicionamento da Justiça e isso determinará se o afastamento será em definitivo ou não”, disse.

 

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