Cinco são presos por venda de remédios falsificados

O Ministério Público da Paraíba, através da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor da Capital, está coordenando, desde às 8h de hoje, a “Operação Sequela”. O objetivo é combater a venda de medicamentos falsificados e contrabandeados nas farmácias e drogarias localizadas em municípios da Grande João Pessoa. Dados parciais revelam que, até agora, pelo menos, cinco pessoas foram presas e vários medicamentos foram apreendidos.

De acordo com o promotor de Justiça do Consumidor, Francisco Glauberto Bezerra, uma  farmácia foi fechada na tarde de ontem, no Bairro das Indústrias, em João Pessoa. O dono do estabelecimento foi preso e dentre as irregularidades encontradas estava a comercialização de “Ciales” falsificado. O medicamento é usado para o tratamento da disfunção erétil.

Desde as 8h da manhã de hoje, mais quatro proprietários de farmácias foram presos, dois deles em Mangabeira, na Capital; um em Santa Rita e outro em Bayeux. Além de encontrar medicamentos da marca “Ciales”  falsificados, a equipe de fiscalização apreendeu o medicamento da marca “Pramil” (também usado no tratamento da disfunção erétil) contrabandeado. “Foram encontrados também cinco tipos de medicamentos que só poderiam ser distribuídos na rede hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde). Esses medicamentos foram desviados e estavam sendo comercializados nas farmácias. Outro problema constatado é que as farmácias não armazenam os medicamentos controlados de acordo com a lei, o que facilita, inclusive, o tráfico de drogas”, acrescentou o promotor de Justiça.

A “Operação Sequela” está sendo realizada com o apoio da Polícia Federal de Brasília, do Setor de Segurança da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), das Vigilâncias Sanitárias da Paraíba e do município de João Pessoa, do Procon/PB, do Fisco/PB, do Corpo de Bombeiros e das Polícias Civil e Militar. “Escolhemos esse nome para a operação porque sabemos dos riscos do consumo de medicamentos falsificados: as pessoas morrem ou ficam sequeladas!”, protestou Glauberto Bezerra.

Coletiva – O procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho; o promotor de Justiça do Consumidor Francisco Glauberto Bezerra e representantes da PF de Brasília, Anvisa, Fisco/PB e demais órgãos que participam da “Operação Sequela” darão uma entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, às 16h, no auditório do prédio anexo do Ministério Público da Paraíba, que fica na R. Rodrigues de Aquino, s/n.

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