Cícero lamenta morte de Paulo Renato e saída de Marisa do Senado

O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) manifestou sua tristeza pelo falecimento do ex-ministro Paulo Renato de Souza e pela saída do Senado e de seu partido da senadora Marisa Serrano (MS), que se tornou conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul.

Em pronunciamento nesta segunda-feira (27), o parlamentar lembrou "o legado inestimável, importantíssimo" de Paulo Renato, ministro da Educação nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Neste legado incluiu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Também destacou a expansão, por todo o Brasil, do programa criado no Distrito Federal pelo então governador (hoje senador) Cristovam Buarque (PDT-DF), chamado bolsa-escola.

Cícero Lucena citou declarações de autoridades importantes sobre a morte de Paulo Renato. Para a presidente Dilma Rousseff, o ministro "prestou relevantes serviços ao país". O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o ex-ministro "sempre colocou os interesses da educação acima de qualquer outro". Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Renato "mudou a educação no Brasil, é uma perda imensa". Já o ex-governador José Serra destacou que suas principais virtudes sempre foram "o espírito prático, estudar bem o assunto, avaliar e fazer acontecer".

O senador afirmou que, como prefeito de João Pessoa, conseguiu, graças ao ex-ministro, implantar a bolsa-escola para um pequeno grupo de crianças que sobreviviam no lixão da cidade. Cícero Lucena pediu para subscrever o requerimento de voto de pesar apresentado pelo líder de seu partido, Alvaro Dias (PR). Paulo Renato foi um dos fundadores do PSDB.

O parlamentar também lamentou a saída do Senado Federal da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que assumiu nesta segunda-feira o cargo de conselheira do Tribunal de Contas de seu Estado. Para ele, é um ganho para o Mato Grosso do Sul, mas uma perda lamentável para o Senado Federal e para o partido – ela teve de se desfiliar para assumir o cargo.

– Perdemos uma companheira ativa, atuante, sempre presente e participante; perdemos uma articuladora com voz equilibrada e conciliadora; perdemos uma política experiente, com uma carreira longa e consolidada; perdemos, enfim, uma pessoa cuja convivência certamente fará falta a todos do partido e desta casa – afirmou o parlamentar, destacando a carreira política da senadora, que foi também deputada federal e vereadora em Campo Grande.

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